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Guilherme Amado

A aliados Pacheco rebate Lira: "Dignidade é cumprir a Constituição"

Senadores acusam Lira de crime de responsabilidade se boicotar tramitação de MPs

26/03/2023 07:00, atualizado 26/03/2023 09:40
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Marcos Oliveira / Agência Senado
Os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e Rodrigo Pacheco, do Senado, olham para o lado postados frente a frente em cerimônia - Metrópoles

A cúpula do Senado Federal está em pé de guerra com Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, após sua ameaça de boicotar as comissões especiais para analisar medidas provisórias (MPs).

Seguindo o que prevê a Constituição, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, determinou a instalação das comissões mistas com, senadores e deputados, para analisar MPs.

Após mais de um mês tentando acordo com Lira sobre o assunto, Pacheco acabou com o trâmite instituído durante a pandemia, em que a Câmara apreciava primeiro as medidas de interesse do governo.

Lira argumenta que o retorno das comissões deveria ter sido deliberado por uma sessão do Congresso Nacional, e não apenas pelo Senado. Em fevereiro, ele havia recusado assinar um ato conjunto para retomar as comissões, querendo manter mais poder nas mãos da Câmara.

Em ofício a Pacheco nesta sexta-feira (24/2), Lira pede que seja convocada uma sessão para que haja a “dignidade” de ouvir os deputados sobre o tema.

Pacheco disse a interlocutores que “dignidade é cumprir a Constituição”. Senadores têm dito que Lira pode ser acusado de crime de responsabilidade se boicotar a tramitação das medidas provisórias do governo.