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Grande Angular

Wellington Dias diz que “não há muro contra a fome” e defende pacto global.

Ministro disse que o combate à pobreza e a redução da miséria são instrumentos mais eficazes que construção de muros contra imigração

06/11/2026 03:00, atualizado 06/11/2026 03:41
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, concede entrevista exclusiva no estúdio do Metrópoles

Ministro do Desenvolvimento Social e copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa multilateral liderada pelo Brasil, Wellington Dias (PT-PI) defendeu que o combate à pobreza e a redução da miséria são instrumentos mais eficazes que barreiras físicas ou medidas de força para conter fluxos migratórios de populações em situação de vulnerabilidade.

“Não existe muro contra a fome. A fome não tira férias, não é controlada por muros, bala nem pela força. Ninguém vai controlar a imigração não planejada se não resolver o problema da pobreza”, afirmou em entrevista ao Metrópoles, nesta quinta-feira (5/11).

Para Wellington Dias, os países precisam estabelecer um compromisso internacional que combine segurança alimentar e oportunidades de desenvolvimento para pessoas em situação de pobreza.

“Há necessidade de um pacto mundial para garantir alimentação a quem precisa e oferecer a essas pessoas condições de crescer”, declarou.

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Lançada em novembro de 2024, quando o Brasil sediou G20, no Rio de Janeiro, a Aliança Global reúne mais de 100 países e 90 organizações e bancos multilaterais para apoiar diretamente 100 milhões de agricultores familiares e enfrentar a fome mundial.

A iniciativa viabilizou um aporte financeiro histórico de US$ 25 bilhões anunciado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), direcionado a financiar políticas sociais até 2030, além de parcerias com o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).