
Eduardo Paes pede ao TRE a cassação da chapa de Douglas Ruas
Ação foi protocolada no TRE-RJ nesta quarta-feira (4/11). Coligação de Paes alegou que Ruas cometeu "graves irregularidades nas eleições"

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) acionou o Tribunal Regional Eleitoral do RJ (TRE-RJ) e pediu a cassação da chapa do governador eleito Douglas Ruas (PL). Na ação, protocolada nesta quarta-feira (4/11), a coligação de Paes alegou que houve “uma estratégia coordenada de desinformação, manipulação do eleitorado e compra de votos” na campanha de Douglas Ruas.
“Nas eleições fluminenses de 2026, para além da compra indiscriminada de votos, foi promovida uma campanha coordenada e sem precedentes de desinformação eleitoral, com produção massiva e disseminação ostensiva de materiais gráficos de propaganda eleitoral manifestamente ilícitos, concebidos com o deliberado propósito de fraudar a higidez do sufrágio e induzir a erro o eleitorado”, alegou a coligação no processo.
Segundo a denúncia, a campanha de Ruas teria produzido e distribuído “material de propaganda eleitoral fraudulento”. A ação apresentou um panfleto que tratava Eduardo Paes como inimigo dos valores cristãos e da família, “atribuindo-lhe falsamente posições favoráveis ao aborto, às drogas e a outras pautas sensíveis ao eleitorado religioso”.
Um outro material, denominado “Rio Escolhe”, associava visualmente Eduardo Paes ao número 13, do PT, embora seu o número correto fosse 55, do PSD. Segundo a coligação, o objetivo dos itens foi “induzir eleitores de Paes a anular involuntariamente seus votos”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular“Os registros das urnas revelaram que 204.309 eleitores digitaram o número 13 para governador, número quase treze vezes superior ao registrado pelo número partidário inválido mais próximo”, afirmou na ação.
Além disso, a coligação reclamou da distribuição, no dia da eleição, de “santinhos falsos com a fotografia e o nome de Eduardo Paes acompanhados do número 22, pertencente a Douglas Ruas”.
O grupo de Paes pediu que o Tribunal determine, de forma liminar, a preservação de provas e a instauração de uma investigação.
No mérito do processo, pediu a cassação dos registros, dos diplomas ou dos mandatos de Douglas Ruas e da vice-governadora eleita Fernanda Louback; a anulação dos votos a eles atribuídos, e a declaração de inelegibilidade, por 8 anos dos dois.
Ainda não há decisão do TRE-RJ.
