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“Questão ambiental é séria”, diz Celina sobre retirada da Serrinha do plano para capitalizar o BRB

Ao Metrópoles, a governadora Celina Leão (PP) afirmou que tem preocupação com a área e que a retirou do plano de capitalização do BRB

atualizado

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1 de 1 celina-leao-10-1200×800 - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse que a “preocupação ambiental” motivou a retirada da Gleba A da Serrinha do Paranoá do plano de capitalização do Banco de Brasília (BRB). À coluna, Celina afirmou que tem “cuidado verdadeiro com a área”.

“A questão ambiental é séria. Isso poderia contaminar os demais ativos para capitalização do BRB e manter o questionamento na Justiça. A área precisa ser preservada, tem muitas nascentes ali”, frisou.

A governadora ainda disse que, com a retirada da Serrinha da lista de imóveis que poderão ser oferecidos como garantia para a capitalização do banco, o BRB “terá condição de negociar  de forma tranquila”.

“Estou aproveitando este momento e solicitando que o Ibram e a Secretaria de Meio Ambiente façam um parque lá dentro. Vai virar o Parque da Serrinha”, completou.

A decisão de retirar a área da lista foi comunicada pela governadora em agenda nesta quarta-feira (1°/4). O local estava previsto na  Lei Distrital nº 7.845/2026, que permite a utilização de nove imóveis públicos para captação de recursos na tentativa de restabelecer as condições econômico-financeiras do BRB, que sofreu prejuízo ao comprar ativos podres do Banco Master, em valor estimado de R$ 12 bilhões.

Oferta aos empresários

Na terça-feira (31/3), o BRB realizou uma reunião com representantes de empresários do ramo imobiliário para ofertar terrenos incluídos no plano de capitalização da instituição financeira.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, disse em entrevista exclusiva ao Metrópoles que o encontro conta com a presença de representantes da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), do próprio BRB, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF) e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF).

O presidente do BRB já havia adiantado que a Gleba A da Serrinha do Paranoá ficaria fora das negociações em razão do imbróglio jurídico. A ideia é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) com esses ativos.

Nelson afirmou, na entrevista, que a insegurança jurídica em torno da lei aprovada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) atrapalha a recuperação do BRB. “É importante que o povo de Brasília e região consiga tirar de dentro desse escopo esse debate político porque não ajuda o BRB, banco que é muito importante”, declarou.

O presidente do BRB refutou a possibilidade de intervenção do Banco Central. “Isso não está em jogo. Estamos tendo reuniões quase diariamente com o Banco Central. O BRB está mais forte do que quando houve a Operação Compliance Zero, em novembro. O BRB, se não tivesse condições, não teria segurado a liquidez”, pontuou.

 

 

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