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BRB oferta imóveis a empresários em reunião sobre fundo imobiliário
A Lei Distrital nº 7.845/2026 permite a utilização de nove imóveis públicos para captação de recursos a fim de socorrer o BRB
atualizado
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O Banco de Brasília (BRB) realiza, nesta terça-feira (31/3), uma reunião com representantes de empresários do ramo imobiliário para ofertar terrenos incluídos no plano de capitalização da instituição financeira.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, disse em entrevista exclusiva ao Metrópoles que o encontro conta com a presença de representantes da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), do próprio BRB, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF) e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF).
A Lei Distrital nº 7.845/2026 permite a utilização de nove imóveis públicos para captação de recursos na tentativa de restabelecer as condições econômico-financeiras do BRB, que sofreu prejuízo ao comprar ativos podres do Banco Master, em valor estimado de R$ 12 bilhões.
O presidente do BRB destacou que dois terrenos – o Centrad e a Gleba A da Serrinha do Paranoá – devem ficar de fora das negociações em razão do imbróglio jurídico envolvendo os imóveis. A ideia é criar um fundo de investimento imobiliário (FII) com esses ativos.
Nelson afirmou, na entrevista, que a insegurança jurídica em torno da lei aprovada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) atrapalha a recuperação do BRB. “É importante que o povo de Brasília e região consiga tirar de dentro desse escopo esse debate político porque não ajuda o BRB, banco que é muito importante”, declarou.
O presidente do BRB refutou possibilidade de intervenção do Banco Central. “Isso não está em jogo. Estamos tendo reuniões quase diariamente com o Banco Central. O BRB está mais forte do que quando houve a Operação Compliance Zero, em novembro. O BRB, se não tivesse condições, não teria segurado a liquidez”, pontuou.

