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“Isso não está em jogo”, diz presidente do BRB sobre possível intervenção do BC
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, explicou que o banco não apresentou o balanço de 2025 porque aguarda relatório de auditoria
atualizado
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O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afastou possibilidade de intervenção do Banco Central. Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, nesta terça-feira (31/3), Souza declarou que “isso não está em jogo”.
“Estamos tendo reuniões quase diariamente com o Banco Central. O BRB está mais forte do que quando houve a Operação Compliance Zero, em novembro. O BRB, se não tivesse condições, não teria segurado a liquidez”, declarou.
Souza declarou que o BRB não entregou o balanço de 2025 porque aguarda resultado da auditoria forense que apontará o real prejuízo da compra de ativos podres do Banco Master.
Os resultados serão apresentados à Polícia Federal, ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Banco Central, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
“Nós aumentamos escopo da auditoria forense Machado Meyer e Kroll por solicitação da Grant Thornton, que faz o acompanhamento externo da investigação. Tendo em vista esse escopo ampliado, o relatório final ficou também para 31 de março, demandando mais tempo para análise da auditoria externa. Não apresentamos o balanço porque o resultado pode ocasionar alteração no balanço do BRB”, disse Nelson em entrevista exclusiva ao Metrópoles.
O descumprimento do prazo gerou rumores de que o Banco Central poderia aplicar sanções mais gravosas contra o BRB.
