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Para captar R$ 8,8 bilhões, BRB propõe venda de ações a R$ 5,29
Proposta será apresentada aos acionistas em assembleia geral extraordinária marcada para o dia 18 de março
atualizado
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O Banco de Brasília (BRB) irá propor aos acionistas, em assembleia geral extraordinária, a emissão e venda de novas ações como medida para tentar aumentar o capital social do banco. Segundo comunicado publicado pelo BRB na segunda-feira (9/3), a intenção é emitir até 1,6 bilhão de ações ordinárias ao preço de R$ 5,29 por ação.
O valor representa aumento de cerca de 10% quando comparado com os R$ 4,70 registrados na abertura da bolsa de valores, nesta terça-feira (10/3). A proposta ainda precisa ser analisada pela assembleia. A próxima reunião está marcada para o dia 18 de março, às 10h.
O processo de subscrição privada de ações consiste na emissão de novos papéis, oferecidos com preferência aos atuais acionistas da empresa antes do público geral. De acordo com a previsão do banco, o montante total da emissão de ações poderá alcançar até R$ 8,8 bilhões.
“Após a homologação, o capital social do BRB passará de R$ 2,3 bilhões para, no mínimo, R$ 2,8 bilhões, representado por 420 milhões de ações ordinárias e 166 milhões de ações preferenciais, considerando a subscrição mínima; e no máximo, R$ 11,2 bilhões, representado por 1,9 bilhão de ações ordinárias e 166 milhões de ações preferenciais, considerando a subscrição máxima. A quantidade exata de ações será definida na homologação pelo Conselho de Administração”, explicou o banco no comunicado.
Na justificativa que será apresentada ao colegiado, o BRB afirmou que a medida “tem por finalidade fortalecer a base de capital do BRB” e que assim será possível “manter os índices em patamar adequado, com margem de conforto em relação aos requerimentos regulatórios, reforçando e mantendo a solidez patrimonial da instituição”.
Na pauta da reunião do dia 18, também consta a homologação dos novos nomeados no Conselho de administração.
Projeto de capitalização
O governador Ibaneis Rocha (MDB) pretende sancionar, ainda nesta terça-feira (10/3), o projeto de lei para capitalizar o Banco de Brasília (BRB).
O projeto foi aprovado na Câmara Legislativa (CLDF) há uma semana, em 3 de março. O texto prevê medidas para que o GDF, enquanto acionista majoritário do banco, faça o restabelecimento e fortalecimento das condições econômico-financeiras do BRB.
A proposta autoriza o GDF a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições. O PL também permite:
- a integralização de capital social, realização de aportes patrimoniais e outras formas juridicamente admitidas de reforço patrimonial, inclusive com bens móveis ou imóveis;
- a alienação prévia de bens públicos, móveis ou imóveis, com posterior destinação do produto da venda ao reforço patrimonial do BRB.
Foram listados nove imóveis públicos com objetivo de serem usados para cobrir os prejuízos causados ao BRB pelos negócios com o Banco Master. Os terrenos são de propriedade da Terracap, da CEB e da Caesb – todas estatais vinculadas ao GDF.








