
Grande AngularColunas

Novo ministro do TSE foi vítima de racismo no STF há quatro anos
O advogado Nauê Bernardo foi confundido como motorista por um segurança do STF, em 2022. Depois, ele deu curso de letramento racial
atualizado
Compartilhar notícia

O recém-nomeado ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nauê Bernardo foi vítima de racismo na entrada do Supremo Tribunal Federal (STF), há quatro anos.
Em março de 2022, o advogado foi confundido como motorista por um segurança no STF. Ele dirigia um Honda HRV, com mais três pessoas dentro.
Único negro no veículo, Nauê ia parar o carro no estacionamento externo, mas o segurança o chamou e mostrou que iria tirar o cone do local onde é feito o desembarque e que leva para a garagem interna do STF. O advogado questionou se era para ele ir à garagem, o segurança negou e o orientou a deixar os passageiros ali e ir embora.
Depois do episódio, a administração do STF chegou a cogitar a demissão do segurança, mas Nauê sugeriu que fosse dado um curso de letramento racial para todos os funcionários da área. O próprio advogado ministrou o curso em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal (OAB-DF).
Nauê foi nomeado nesta quinta-feira (5/3), pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministro substituto para vaga que era ocupada por Edilene Lobo. O mandato é de dois anos.
O nome advogado foi apadrinhado pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira, pelo ministro do STF Cristiano Zanin e pelo advogado-geral da União Jorge Messias, indicado para o Supremo.




