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Grande Angular

Marinha adia lançamento do submarino nuclear para 2038

Marinha atribui adiamento do submarino nuclear à falta de recursos e de previsibilidade orçamentária

07/07/2026 14:45
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Divulgação/Marinha do Brasil
Imagem colorida mostra submarino Tonelero, da Marinha do Brasil - Metrópoles

A Marinha informou que o lançamento do submarino nuclear Álvaro Alberto está previsto para 2038, adiando novamente o cronograma do principal projeto do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). A estimativa anterior previa o lançamento da embarcação em 2034.

Em ofício encaminhado pelo Ministério da Defesa à Câmara dos Deputados em 22 de junho, a Marinha atribuiu o novo prazo à “indisponibilidade de recursos e a ausência de previsibilidade orçamentária têm impactado o cronograma de desenvolvimento e entrega”.

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A Marinha afirmou que o desenvolvimento do Álvaro Alberto argumentou que a previsibilidade orçamentária é “fator essencial para a condução de programas estratégicos de longo prazo”, acrescentando que restrições ou descontinuidades no fluxo de recursos podem afetar o ritmo de execução do programa.

A Marinha informou ainda que pretende incorporar novos submarinos com propulsão nuclear, uma vez que o Álvaro Alberto “não é concebido como um protótipo, mas como o primeiro navio de uma nova classe”.

O cronograma original do Prosub estabelecido em 2008 previa o comissionamento e a entrega oficial do Álvaro Alberto à Marinha do Brasil no ano de 2025. 

Submarinos convencionais

A Marinha também atualizou a situação dos submarinos convencionais com propulsão diesel-elétrica da classe Riachuelo. Segundo a resposta, o Riachuelo passa pelo primeiro período de docagem de rotina, enquanto Humaitá e Tonelero estão em operação. Já o quarto submarino da classe, o Almirante Karam, tem incorporação prevista para 2027.

Ainda sobre a Classe Riachuelo, a Força reiterou que ampliar a frota é uma alternativa considerada para reforçar sua capacidade operacional e de dissuasão, embora eventual contratação de novas unidades permaneça condicionada à disponibilidade orçamentária e às prioridades estratégicas da Defesa.