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Gilmar pede informações a Celina Leão sobre imóvel para socorrer o BRB
O ministro do STF pediu que a governadora do DF, Celina Leão, forneça informações sobre o uso de parte da Serrinha no socorro ao BRB
atualizado
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes oficiou a governadora do DF, Celina Leão (PP), e pediu informações sobre o uso da Gleba A da Serrinha do Paranoá na lei de socorro ao Banco de Brasília (BRB). O documento foi assinado na sexta-feira (24/4).
O local é um dos nove imóveis públicos citados na Lei Distrital nº 7.845/2026, que prevê medidas de capitalização para o BRB. A norma autoriza o GDF a utilizar os locais como garantia para conseguir um empréstimo e reconstruir a liquidez do banco.
Nos últimos meses, a Serrinha foi alvo de ações judiciais que visavam impedir o GDF de utilizá-la para recomposição do BRB.
O pedido do ministro ocorreu no âmbito de uma ação de reclamação constitucional que pede que o GDF seja proibido de utilizar a Serrinha para recomposição do BRB.
A governadora chegou a dizer que iria retirar o local da lista e, nesta segunda-feira (27/4), protocolou pedido na Câmara Legislativa (CLDF) para excluir dois imóveis públicos da lei, incluindo a Serrinha. O projeto ainda precisa ser avaliado pelos deputados distritais.
O BRB enfrenta a pior crise financeira da história após prejuízos nos negócios com o Banco Master. Auditoria interna contratada pela nova gestão apontou que R$ 13,3 bilhões das carteiras adquiridas eram “total ou majoritariamente desprovidos de lastro”.
O banco precisa aumentar o capital – e tenta obter empréstimo de R$ 6,6 bilhões para isso, usando bens do GDF como garantia –, além de reforçar a liquidez por meio da venda de ativos.
