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GDF anuncia medidas após operação da PF contra BRB e Master. Veja
O GDF é o principal acionista do BRB. Além de trocar a presidência, governo falou em adotar “medidas internas” após Operação Compliance Zero
atualizado
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O Governo do Distrito Federal (GDF), detentor de 71,92% das ações do Banco de Brasília (BRB), manifestou-se sobre a Operação Compliance Zero. Deflagrada nesta terça-feira (18/11) pela Polícia Federal, a operação visava desmontar um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional.
Após a decisão judicial que determinou o afastamento temporário do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro, Dario Oswaldo, o GDF afirmou, em nota, que “reforça seu compromisso com a legalidade, a transparência e a plena colaboração com as autoridades responsáveis pelas investigações”.
O Executivo local ainda disse que “permanece comprometido com a estabilidade institucional do BRB e com a garantia de que todos os serviços prestados à população ocorrerão com regularidade, transparência e responsabilidade”.
Troca de comando
A nota confirmou a troca de comando do BRB e a indicação de Celso Eloi de Souza Cavalhero para o cargo de presidente. Para assumir, Eloi precisa ser aprovado pela Câmara Legislativa do DF (CLDF).
O GDF informou que “medidas internas adicionais serão adotadas para reforçar os mecanismos de governança, compliance e controle interno”. O governo distrital disse que acompanhará, “de forma permanente, as apurações e colaborará com todas as instâncias regulatórias e fiscalizatórias”. “O objetivo é assegurar a integridade dos processos, preservar o patrimônio público e fortalecer a confiança no sistema financeiro do Distrito Federal”, completou.
Investigações
Na manhã desta terça-feira (18/11), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva na Operação Compliance Zero, que investiga esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo o Banco Master.
O BRB tem negócios com o Master e chegou a anunciar a aquisição da instituição, em março de 2025, mas a operação foi barrada pelo Banco Central.
Nesta terça-feira, a PF prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro, o ex-sócio Augusto Lima e o tesoureiro, Alberto Félix. A operação foi deflagrada um dia após o Master anunciar venda para a Fictor e investidores internacionais.










