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Ex-sócio do Master tornou-se acionista do BRB após comprar ações de fundo

Documento do BRB enviado ao BC, em abril de 2025, e obtido pelo Metrópoles, revela que o Albali, de Quadrado, comprou ações de outro fundo

atualizado

metropoles.com

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mauricio quadrado
1 de 1 mauricio quadrado - Foto: Reprodução/Linkedin

O ex-sócio do Banco Master Maurício Quadrado virou acionista do Banco de Brasília (BRB) por meio do Albali FIM. O fundo adquiriu de um outro, o Asterope, 3.404.079,48 ações ordinárias e outros 8.136.937,40 de emissão do BRB.

O Albali FIM, administrado pela Trustee, de Maurício Quadrado, declarou ter pagado R$ 100 milhões ao Asterope pela participação acionária no BRB, segundo documento obtido pelo Metrópoles. O Asterope, por sua vez, era administrado pela Master Corretora.

Também foi por meio do Albali que o grupo Master comprou o luxuoso Fasano Itaim, em São Paulo.

Documento do BRB enviado ao Banco Central, em abril de 2025, ao qual o Metrópoles teve acesso, revela que o Albali justificou ter usado recursos próprios provenientes do resgate de aplicação financeira no valor de R$ 28,6 milhões e da venda de cotas de fundos de investimento por ele detidas à Banvox Holding Financeira, também do conglomerado Master.

“O Albali FIM e a Banvox são detidos integralmente pelo sr. Maurício Antonio Quadrado, inscrito no CPF/MF 032.718.208-00, cuja declaração de imposto de renda referente ao ano calendário de 2023 encontra-se anexa”, diz o Ofício Presi 2025/029. Veja:

Fundo de Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, comprou ações do BRB

O BRB enviou ao BC beneficiários finais das ações vendidas ao mercado por meio de aumento de capital realizado em 2024, após a autoridade monetária solicitar mais informações.

Esse ofício foi assinado pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e por Dario Oswaldo Garcia Júnior, que ocupava função de diretor de Finanças, Controladoria e Relações com Investidores.

Ainda em abril de 2025, o BC autorizou a alteração do capital social do BRB para R$ 2,3 bilhões, deliberada em reunião do Conselho de Administração de 27 de dezembro de 2024. Antes, em julho, o BRB já havia feito outro aumento de capital por meio da emissão de ações.

BC aprovou alteração societária do BRB após aumento de capital por meio de emissão de ações

Um das teses que Vorcaro trabalha junto a seus advogados e que deve ser apresentada às autoridades é a de que ele, como acionista do BRB, não tinha interesse em vender carteiras de crédito inexistentes ao banco e, assim, prejudicar a instituição. Segundo a defesa de Vorcaro, não faria o menor sentido vender carteiras sem lastro para um banco em que ele próprio é acionista.

Reag

O fundador da Reag, João Carlos Mansur, também comprou de um fundo administrado pelo Banco Master ações do BRB.

Como revelou o Metrópoles, Mansur comprou as ações do fundo Celeno, administrado pela Master Corretora. Antes, o Celeno recebeu as ações do FIP Borneo, administrado pela Reag Trust, fundada por Mansur.

João Carlos Mansur

Segundo o Ofício Presi 2025/029, encaminhado em resposta a questionamentos do BC, Mansur efetuou o pagamento ao fundo Celeno no valor de R$ 193,2 milhões, de “recursos próprios” oriundos de distribuições de dividendos da Lumabe Participações Ltda.

Apuração

Na sexta-feira (30/1), a PF abriu um novo inquérito para investigar suspeitas de manobras societárias envolvendo o BRB no contexto da tentativa de aquisição do Master.

A apuração ocorre após o BRB entregar “achados relevantes” da primeira parte da auditoria contratada pelo banco.

Em nota, o BRB disse que, “dando resposta ao quanto constatado na investigação independente, e com o intuito de resguardar seus interesses, recuperar seus créditos e ativos e ver ressarcidos os prejuízos causados pelos agentes relacionados à Operação Compliance Zero, o BRB informa que vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais relacionadas a fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito, adquiridas pelo BRB, medidas estas que correm, parte em sigilo, e que serão reforçadas por novas medidas, com a maior brevidade possível, para garantir a efetividade da preservação dos interesses do banco”.

A compra de carteiras de crédito supostamente inexistentes do Banco Master pelo BRB é investigada no âmbito da Operação Compliance Zero.

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