Andreza Matais

Cinco TJs colocaram R$ 30 bilhões no BRB; banco diz que depósitos não correm risco

Presidente do BRB, Nelson Souza, afirma que recursos estão protegidos e que operações com o Master não oferecem risco

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Policiais federais deixam sede do Banco de Brasília BRB com apreensões no âmbito da operação Compliance Zero BRB e do Banco Master Metrópoles
1 de 1 Policiais federais deixam sede do Banco de Brasília BRB com apreensões no âmbito da operação Compliance Zero BRB e do Banco Master Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antonio de Souza, iniciou uma série de visitas aos tribunais de justiça que aportaram recursos de depósitos judiciais na instituição para assegurar que “todos os depósitos estão preservados e não correm risco”. Ao todo, cinco tribunais transferiram para o banco cerca de R$ 30 bilhões.

 

Na lista estão os tribunais de Justiça do Maranhão, da Bahia, da Paraíba, de Alagoas e do Distrito Federal.

Ao Metrópoles o presidente do BRB afirmou que os recursos estão assegurados e que a crise decorrente das relações com o Banco Master não afetou os investimentos. “Isso é uma operação normal de mercado, não tem nada a ver com o Master. O BRB está sólido e com governança”, disse.

O executivo passou a quarta-feira (4/2) na região da Faria Lima, em São Paulo, em uma tentativa de vender carteiras do Banco Master. À coluna ele disse que deixou as reuniões com muito mais perspectiva do que entrou.

A coluna mostrou nesta semana que desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão foram surpreendidos com a informação de que o presidente da corte, Foz Sobrinho, havia transferido, sem consultá-los, R$ 2,8 bilhões do Banco do Brasil para o BRB. Em reunião interna, ele foi duramente questionado por ter tomado a decisão de forma unilateral, atitude classificada como “gravíssima” por integrantes do tribunal (veja vídeo acima).

Após a publicação da reportagem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu investigação para apurar a conduta de Foz Sobrinho.

Entenda a crise do BRB com o Master

A crise envolvendo o BRB e o Banco Master teve início após o banco brasiliense assumir carteiras de crédito e operações estruturadas da instituição paulista, que passou a enfrentar questionamentos no mercado sobre liquidez, qualidade dos ativos e sustentabilidade do modelo de negócios. O BRB chegou a fazer uma oferta para comprar o Master, barrada pelo Banco Central por suspeitas de ingerência política.

A operação gerou preocupação entre órgãos de controle e no sistema financeiro, levantando dúvidas sobre eventuais riscos ao BRB. Em resposta, o banco intensificou ações de transparência e reforçou que as operações seguem práticas regulares de mercado, contam com garantias e não afetam depósitos judiciais nem recursos sob sua custódia.

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