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Desembargador mantém piloto agressor em cela individual
O desembargador Diaulas Ribeiro atendeu ao pedido da defesa e manteve Pedro Turra em cela individual
atualizado
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O desembargador da 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve Pedro Turra, piloto acusado de agredir um adolescente de 16 anos, em cela individual.
Na decisão, expedida nesta quarta-feira (4/2), o magistrado afirmou que atenderá ao pedido da defesa “até que haja alteração da base fática ou jurídica e pedido do Ministério Público”.
Preso desde 30 de janeiro, Turra está, atualmente, no Complexo Penitenciário da Papuda. A defesa havia pedido à Justiça que o piloto fosse mantido em cela individual devido a ameaças supostamente sofridas por ele. Intimada, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) se manifestou a favor da cela individual.
No documento, os advogados de Turra também pediram novamente que o piloto fosse colocado em liberdade. O desembargador Diaulas Ribeiro, porém, negou.
“Não transcorreram nem 48 horas da decisão; obviamente, não há fatos novos ou modificação no contexto jurídico capaz de infirmar as razões que me levaram a indeferir a liminar. Há mera repetição de argumentos que já foram rejeitados. Quanto à vítima, também não há fatos novos. Continua internada, em coma, em estado grave“, escreveu.
Entenda o caso:
- Pedro Turra e um adolescente de 16 anos se envolveram em uma briga, na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF).
- Durante a briga, Pedro jogou um chiclete mascado em um amigo e o adolescente respondeu que não deixaria barato se a situação tivesse ocorrido com ele.
- Em seguida, a briga começou. Vídeos gravados por testemunhas mostram Pedro e o adolescente se agredindo mutuamente.
- Em certo momento, o piloto dá um soco que faz o rapaz bater a cabeça em um carro. Ele parece perder as forças, e colegas, enfim, separam a briga.
- Gravemente ferido, o menor que bateu a cabeça no carro foi levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras, onde permanece intubado em estado gravíssimo. Ele vomitou sangue ao ser socorrido.
- Pedro Turra deve responder por lesão corporal grave, mas a tipificação do caso pode mudar conforme o quadro de saúde do adolescente internado.
- No depoimento, Turra disse que não queria machucar o adolescente e apenas estava tentando evitar as agressões. Ele também pediu perdão ao jovem e à família dele.
Outras acusações
Com a repercussão do caso, vieram à tona ao menos outras três ocorrências policiais no Distrito Federal envolvendo Pedro Turra:
- uma agressão denunciada meses antes;
- uma briga de trânsito que terminou em agressão; e
- uma denúncia de que ele teria coagido uma adolescente a ingerir bebida alcoólica.
