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Com Bolsonaro preso, entenda o que motivou restituição de motoristas

Em decisão unânime, o TRF-6 restitui, por unanimidade, seguranças e motoristas do ex-presidente Jair Bolsonaro

atualizado

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Ex-presidente Jair Bolsonaro fala sobre a decisão do STF 1 turma que o tornou réu por suposta tentativa de golpe de Estado após eleições de 2022 Metrópoles
1 de 1 Ex-presidente Jair Bolsonaro fala sobre a decisão do STF 1 turma que o tornou réu por suposta tentativa de golpe de Estado após eleições de 2022 Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

No processo que restituiu a estrutura de carros oficiais e motoristas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o próprio Governo Federal reconheceu que a prisão de Bolsonaro não o impede de ter acesso aos benefícios. A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) decidiu, por unanimidade, que o ex-presidente pode ter acesso aos veículos, motoristas e assessores.

Em manifestação juntada aos autos, a União afirmou que, já que a liminar anterior havia definido que Bolsonaro ainda pode ter assessores, “não faz sentido suspender a disponibilização de veículos e motoristas, sob pena de inviabilizar a execução das atividades que a própria decisão pretendeu manter ao sobrestar parcialmente a liminar de primeira instância“.

“Ainda que o beneficiário direto esteja sob custódia, os assessores continuam no exercício de suas atribuições, as quais muitas vezes exigem deslocamentos externos para a gestão de documentos, contatos institucionais e suporte administrativo”, completou a União em explicação enviada à desembargadora federal Mônica Sifuentes.

Sifuentes foi relatora do recurso de Bolsonaro, apresentado após a 8ª Vara Cível de Belo Horizonte suspender os benefícios do ex-presidente.  O processo que pede a suspensão dos benefícios foi movido pelo vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT-MG).

Em liminar anterior, a magistrada havia reestebelecido os seguranças de Bolsonaro, mas havia mantido a suspensão de motoristas. Ao apreciar o mérito da questão, a relatora entendeu que os motoristas não seriam usados apenas pelo ex-mandatário, mas também pela equipe que o acompanha.

“A própria União, responsável por prover a estrutura, reconheceu a indissociabilidade entre a equipe e os meios para sua locomoção, afirmando que ‘privar a equipe de motoristas sob o argumento da prisão do ex-presidente é, por via reflexa, impedir que os demais servidores exerçam o cargo que a própria lei lhes conferiu'”, escreveu a desembargadora.

Segundo os autos, a Casa Civil da Presidência concluiu que “a manutenção dos motoristas é indissociável da segurança dos assessores e do próprio acervo documental e pessoal do ex-chefe de Estado“.

Sifuentes ainda destacou que não há previsão na lei que trata dos benefícios aos ex-presidentes que estabeleça “qualquer condição relacionada à liberdade de locomoção ou à inexistência de condenação criminal para a manutenção dos benefícios, tampouco prevê hipóteses de suspensão ou cancelamento em razão de encarceramento”.

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A magistrada votou pela “reforma integral da decisão agravada, para restabelecer em sua totalidade as prerrogativas legalmente conferidas ao agravante, enquanto a Lei nº 7.474/1986 viger sem que o legislador ordinário estabeleça as restrições que o Judiciário não pode criar”.

O Colegiado acompanhou o voto da relatora.

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O colegiado entendeu que Bolsonaro, mesmo preso, tem direito à estrutura de carros oficiais, seguranças, motoristas e assessores disponibilizados a ex-presidentes
Bolsonaro está internado em hospital do DF
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
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O colegiado entendeu que Bolsonaro, mesmo preso, tem direito à estrutura de carros oficiais, seguranças, motoristas e assessores disponibilizados a ex-presidentes
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O colegiado entendeu que Bolsonaro, mesmo preso, tem direito à estrutura de carros oficiais, seguranças, motoristas e assessores disponibilizados a ex-presidentes

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Bolsonaro está internado em hospital do DF
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Bolsonaro está internado em hospital do DF

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Prisão

Bolsonaro está há dois meses preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha.

O ex-mandatário foi transferido, em 15 de janeiro, para a Sala de Estado Maior no complexo penitenciário após pouco mais de 2 meses detido na Superintendência da Polícia Federal.

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