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“Classe média vai contribuir com o país”, diz Tebet após isenção do IR até R$ 5 mil. Veja vídeo
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, falou ao Metrópoles sobre a relação com o Congresso Nacional
atualizado
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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse ao Metrópoles que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês significa que a classe média também injetará mais recursos diretamente na economia. A lei foi sancionada nessa quarta-feira (26/11).
“Esse crescimento, que gera emprega e renda e diminui a desigualdade social, era feito por meio de políticas públicas e outras ações. Agora, vai ser feito também com a contribuição da classe média – que, ao ganhar, vai doar. Ela ganha, mas contribui com o país, ao colocar esse recurso também no mercado”, afirmou a ministra em entrevista nesta quinta-feira (27/11).
Tebet ressaltou que a medida representa “um momento histórico”, “revolucionário para a economia brasileira”, e negou que a ação tenha caráter eleitoreiro. “Haverá impacto deste dinheiro que não fica concentrado na mão do governo federal e depois paulatinamente é redistribuído, que agora será injetado mês a mês na economia brasileira, do Oiapoque ao Chuí, na zona rural e na metrópole. Quem vai ser isento até R$ 5 mil terá quase um 14º salário”, declarou.
A ministra do Planejamento e Orçamento também comentou a ausência dos presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no evento de sanção da lei sobre isenção do IR e a aprovação da “pauta-bomba” sobre aposentadoria diferenciada a agentes de saúde que terá impacto bilionário nos próximos anos. Segundo Tebet, trata-se de “uma crise temporária”.
“Gostaria que ele [Alcolumbre] tivesse pautado dessa forma? Não. Mas o conheço suficiente para saber que essa é uma crise temporária. Faz parte da democracia. Alguma coisa aconteceu… Faltou diálogo? Tenho certeza que se resolve através da conversa. Nós temos um presidente do Congresso Nacional que tem capacidade de diálogo e ouvir. No momento certo, o presidente da República terá conversa com presidente do Congresso, como sempre fez”, pontuou a ministra.
Segundo Tebet, a economia brasileira deve registrar crescimento acima de 2% em 2025. Se a isenção estivesse valendo em 2025, de acordo com a ministra, o aumento seria maior. “Nós não achávamos alternativa que pudesse deixar todo mundo confortável. Achamos neste momento”, declarou.
