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“É um 14º salário”, diz Boulos sobre economia com isenção do IR. Veja vídeo

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Boulos falou ao Metrópoles sobre isenção do IR até R$ 5 mil e relação com Congresso

atualizado

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MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmelo
Guilherme Boulos é entrevistado no estudio do Metrópoles
1 de 1 Guilherme Boulos é entrevistado no estudio do Metrópoles - Foto: MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmelo

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil representará um “14º salário” para o trabalhador. Boulos foi entrevistado no Acorda Metrópoles, nesta quinta-feira (27/11).

Assista:

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nessa quarta-feira (26/11). Para o ministro, a medida é “uma reposta para a desigualdade histórica do país”.

“Isso vai significar uma economia de R$ 4,5 mil no ano. É como se fosse um 14º salário. Isso é importantíssimo para o trabalhador brasileiro”, completou.

Sobre a taxação dos super-ricos, o ministro definiu que a alíquota progressiva de até 10% para quem fatura R$ 100 mil ou mais por mês “é uma questão de justiça”.

“Agora, estabeleceu que quem ganha mais de R$ 1 milhão começa a pagar. Quem ganha até R$ 5 mil não paga nada. É uma questão de justiça”, declarou.

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Guilherme Boulos é entrevistado no estúdio do Metrópoles
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O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos
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Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol)
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Boulos também comentou a relação do governo com o Congresso Nacional. “O governo Lula defende o povo e isso incomoda privilegiados. Infelizmente a bancada que defende privilegiados no Congresso Nacional anda grande ultimamente”, criticou.

Questionado sobre as ausências do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na cerimônia de sanção da lei sobre a isenção do Imposto de Renda, Boulos afirmou que o importante é que “tanto Davi Alcolumbre quanto Hugo Motta apoiaram o projeto”.

“Se eles vão ou não na sanção é uma escolha deles. Vieram trabalhadores do Brasil inteiro. Eu estou mais preocupado com a presença dos trabalhadores do que com a presença do presidente da Câmara e do Senado que, nesse caso, ajudaram a aprovar a matéria. E eu confio muito no trabalho da ministra Gleisi [Hoffmann] para pacificar e garantir que as pautas essenciais para o governo tenham tramitação no Congresso Nacional”, completou.

Escala 6×1

Deputado federal pelo PSol-SP, Boulos se licenciou da Câmara dos Deputados e assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República no mês passado, com a missão de “colocar o governo na rua”.

Em relação ao fim da escala 6×1, o ministro afirmou que acredita que seja possível “criar condições para aprovar” a proposta.

“É um trabalhador que fica seis dias da semana trabalhando e só tem um de descanso. E pior, muitas vezes esse um não é nem no fim de semana”, enfatizou.

Boulos ainda disse que o mercado faz “terrorismo econômico” sobre a pauta. “Grande empresa, multinacional, banqueiro que fica chorando de barriga cheia, como diz Zeca Pagodinho, é a coisa mais feia. Ganham lucros extraordinários e não conseguem garantir mais um, dois dias de descanso para o trabalhador? É um terrorismo econômico”, declarou.

O ministro disse que “acham que para desenvolver tem que explorar”. “Escravidão acabou neste país. Tem condições de acabar com a escala 6×1, mas os privilegiados vão ter que abrir mão de alguma coisa”, completou.

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