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Câmara aprova pacote fiscal sem prejuízo ao Fundo Constitucional do DF

No relatório do PL, Isnaldo Bulhões justificou que a alteração pretendida pelo governo federal “impõe severa restrição fiscal ao DF

atualizado

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (19/12), o pacote fiscal do governo federal, mas deixou de fora o item que alterava o critério de definição do valor do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

O relator do Projeto de Lei nº 4614/2024, deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL), apresentou o texto final na noite dessa quarta-feira (18/12). O relatório suprimiu o artigo 7º do projeto do governo federal, segundo o qual o FCDF seria reajustado de acordo com a inflação, e não mais pela variação da receita corrente líquida, como ocorre desde 2003.

A estimativa, tanto do governo federal quanto da Secretaria de Economia, é que a alteração da base de cálculo levaria a uma perda de receita de aproximadamente R$ 800 milhões no primeiro ano. Ao longo de 15 anos, o DF deixaria de receber R$ 12 bilhões.

No relatório do PL, Isnaldo Bulhões justificou que a alteração pretendida pelo governo federal “impõe severa restrição fiscal ao Distrito Federal”. “Considerando que é competência da União manter adequadamente a Polícia Civil, a Polícia Penal, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, recompor os recursos do fundo apenas com a correção monetária não reflete corretamente o crescimento da população e da renda”, pontuou o parlamentar.

O secretário de Economia do DF, Ney Ferraz Júnior, acompanhou a votação do plenário e comemorou a decisão.

“O Fundo Constitucional é da população do DF, e o Congresso Nacional reconheceu isso. Estamos felizes porque a ira do PT contra Brasília não se perpetuou. O que sofremos foi ameaça, perseguição, mas acabou, finalmente. Agora, mais do que nunca, vimos que o foco era retirar recursos da nossa cidade em represália aos votos que não tiveram aqui. Agradeço a união de todos, desde os políticos, dos empresários e da população, contra esse levante. Vamos seguir investindo bem e fazendo mais e mais pela qualidade de vida da capital da República”, disse.

O FCDF corresponde a uma parcela importante da receita da capital federal, sendo utilizado para pagar a segurança, além de contribuir com a saúde e a educação. Em 2025, do orçamento de R$ 66,6 bilhões do DF, R$ 25 bilhões são oriundos do fundo.

Desde que a proposta de mudança do critério de reajuste do FCDF foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, políticos brasilienses de diversos partidos se uniram para barrar a medida no Congresso Nacional. O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), mobilizou líderes partidários nacionais, enquanto deputados federais e senadores também fizeram campanha para manter os parâmetros atuais do fundo.

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