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Grande Angular

BRB afasta funcionários citados em investigação do Caso Master

Ao todo, cinco servidores foram afastados de forma cautelar, segundo o Banco de Brasília. Nomes apareceram após sigilo do Master cair

14/09/2026 19:29, atualizado 14/09/2026 19:51
Igo Estrela/Metrópoles
Imagem aérea mostra a sede do Banco do Brasil, em Brasília

O Banco de Brasília (BRB) afastou cinco servidores da instituição após seus nomes serem citados na investigação que apura o caso envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo BRB nesta segunda-feira (14/9). De acordo com a instituição, os afastamentos são cautelares. 

“O BRB informa que o Conselho de Administração do Banco autorizou a Corregedoria da instituição a prosseguir com afastamento cautelar de cinco empregados do BRB no âmbito das investigações internas relacionadas ao ecossistema Master. O banco reforça que os afastamentos são cautelares e não representam antecipação de juízo em relação ao mérito das investigações.”

André Mendonça retirou sigilo do Caso Master

O BRB afirmou que a quebra de sigilo das investigações  sobre as fraudes financeiras do Banco Master “é uma oportunidade para todos conhecerem o que aconteceu com a instituição”. Em nota divulgada no domingo (13/9), o BRB ainda disse que foi “vítima de atos criminosos”. 

O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou, na última semana, o sigilo dos autos envolvendo o Master.

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Na nota, o BRB afirmou que a atual administração “promoveu a renovação integral de sua diretoria executiva e adotou medidas de fortalecimento dos controles internos e da governança, incluindo a contratação do escritório Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll para realização de auditoria forense independente para apuração dos fatos relacionados às operações investigadas”.

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Segundo o banco, os achados da auditoria foram encaminhados às autoridades competentes, incluindo Polícia Federal, Ministério Público Federal, Banco Central, CVM e instâncias do Poder Judiciário, para as providências cabíveis.

“O trabalho conduzido no âmbito do BRB colaborou significativamente para as conclusões da PF no inquérito em curso, culminando na abertura de nova frente de investigação sobre gestão fraudulenta no banco, praticada pelos antigos gestores”, completou.

O BRB reforçou que adota medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais para resguardar o banco e “buscar a responsabilização de envolvidos, sempre em colaboração com os órgãos de fiscalização e controle”.

“Em razão das apurações ainda em curso e do compromisso de colaboração com as autoridades responsáveis, o BRB não comenta  casos ou pessoas específicas. O banco seguirá adotando todas as medidas cabíveis para a proteção de seu patrimônio, o ressarcimento de eventuais prejuízos e o aprimoramento contínuo de sua estrutura de governança e controles“, acrescentou.

A PF deflagrou a Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, para apurar a compra de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito do Master supostamente falsas.