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Auditoria no BRB confirma empresários de Brasília como laranjas do Master. Veja organograma

Machado Meyer, que defende BRB na Justiça, aponta que Leonardo Ávila e Adalberto Valadão foram intermediários em operação de R$ 265 milhões

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 adalberto-leonardo-e-paulo-henrique-costa - Foto: Reprodução/Codese-DF

O escritório Machado Meyer, que realizou auditoria independente no Banco de Brasília (BRB) com a Kroll, confirmou que os empresários de Brasília Adalberto Valadão Júnior e Leonardo Ávila foram “laranjas” do Banco Master na compra de ações do BRB, como revelado pelo Metrópoles.

A Machado Meyer representa o BRB no processo judicial em que pede indenização pelas carteiras de crédito podres ou inexistentes compradas do Master, além de solicitar o bloqueio das ações em posse de pessoas e fundos vinculadas ao Master e à Reag.

No documento enviado à 13ª Vara Cível de Brasília, a Machado Meyer diz que houve “uso sistemático de estruturas pulverizadas, pessoas interpostas e ‘laranjas’ para dificultar a rastreabilidade perante os entes reguladores e fiscalizadores, tais como CVM [Comissão de Valores Mobiliários] e Bacen [Banco Central]”. 

“A engenharia de triangulação envolveu: (a) pessoas físicas que atuaram como meros veículos de passagem, sem animus de investimento ou assunção de risco próprios, como Adalberto Valadão e Leonardo Augusto, que receberam juntos aproximadamente R$ 265 milhões para subscrever ações no ACP 1 e posteriormente aliená-las aos fundos Borneo e Verbier; e (b) fundos administrados e geridos por entidades do grupo Reag e Master Corretora, como Borneo, Delta, Deneb, Asterope FIP, Celeno, entre outros”, diz trecho do documento do BRB, representado pela Machado Meyer.

O fundo Borneo, administrado pela Reag, tornou-se sócio do BRB após comprar ações de Leonardo Ávila, dono da incorporadora Faenge, em julho de 2024. A operação foi intermediada pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, segundo a auditoria.

“Como resultado dessa operação, o Borneo adquiriu 2.275.000 recibos de subscrição de ações ordinárias (ON) e 13.109.615 recibos de subscrição de ações preferenciais (PN) pelo valor total de R$ 129.999.997,75”, afirma o escritório que faz a defesa do BRB. 

Já Adalberto Valadão Júnior serviu para que o fundo Verbier, da Victoria FIM, virasse sócio do BRB a partir de contrato de compra e venda de recibos de subscrição, de R$ 130 milhões, também em julho de 2024. O empresário é dono da Soltec Engenharia e presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF).

Veja o organograma feito pela auditoria independente que mostra o envolvimento dos empresários na complexa operação para que Master e Reag entrassem na estrutura societária do BRB:

Auditoria do BRB confirma empresários de Brasília como laranjas do Master. Veja organograma

Valadão Júnior e Ávila estiveram juntos com o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no evento do Lide em Nova York, nos Estados Unidos (foto em destaque). O evento ocorreu no Harvard Club.

O que dizem

A defesa de Valadão Júnior disse que “as informações apresentadas na referida petição não correspondem à realidade dos fatos, uma vez que não houve qualquer ganho financeiro por parte de Adalberto na operação em questão”. “Ressalte-se, ainda, que os devidos esclarecimentos já foram prestados, há algumas semanas, diretamente à equipe responsável pela condução da auditoria interna no BRB”, pontuou o advogado Bernardo Fenelon.

Em fevereiro de 2026, Ávila afirmou, via assessoria de imprensa, que a cessão do direito “foi gratuita e sem nenhum benefício pessoal”. “Fora a cessão dos direitos de subscrição, reafirma-se que não há – e nem nunca houve – relação comercial, profissional ou de serviços com o Banco Master ou a Reag”, declarou.

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