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Advogado preso e empresários foram laranjas para Master/Reag comprarem ações do BRB

Daniel Monteiro comprou ações do BRB e repassou a fundos ligados ao Master e à Reag

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 adalberto-leonardo-e-paulo-henrique-costa - Foto: Reprodução/Codese-DF

Preso por suspeita de operar esquema de pagamento de propina ao ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, o advogado Daniel Monteiro teve um papel importante em outra operação envolvendo os interesses do Banco Master no BRB. Monteiro e Costa foram presos nesta quinta-feira (16/4).

Monteiro foi um dos laranjas usados pelo grupo Master e Reag para comprar ações do BRB e ingressar na estrutura de decisões do banco estatal. Como já revelou o Metrópoles, Master e Reag são donos de 25% de todo o BRB. 

Daniel Monteiro foi preso pela PF na manhã desta terça-feira

O advogado teria comprado ações do BRB e “vendido” aos fundos Delta e Borneo no valor total de R$ 84 milhões. Em documento enviado ao Banco Central, o BRB disse que os recursos utilizados por Monteiro na aquisição das ações, antes de repassá-las aos fundos, foram obtidos por meio de empréstimo com a Cartos.

A Cartos é apontada como empresa que integrava com a Tirreno a estrutura do Banco Master para criar créditos consignados fraudulentos que seriam vendidos ao BRB. Segundo a Polícia Federal, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas originadas nessa estrutura e vendidas pelo Master.

Outros laranjas

O Master e a Reag viraram donas de fatia importante do BRB por meio do uso de laranjas. Além de Monteiro, os empresários Adalberto Valadão Júnior (no meio, na foto em destaque) e Leonardo Ávila operaram para permitir a entrada de fundos ligados às instituições adquirissem ações do BRB.

Em fevereiro de 2026, a 13ª Vara Cível do Distrito Federal atendeu a um pedido da nova administração do BRB e concedeu liminar determinando bloqueio imediato de todas as ações ligadas ao grupo. Na lista de bloqueio, há 14 pessoas, incluindo Monteiro, além de fundos.

No processo, o BRB declarou que os empresários investigados na Operação Compliance Zero, como Daniel Vorcaro, passaram a integrar o capital social do banco “de forma ilegal”.

O que dizem

Valadão Júnior disse à reportagem que, em julho de 2024, “era público que o BRB realizava aumento de capital para fortalecimento patrimonial”. “Como havia fundos interessados que ainda não eram acionistas, o banco buscou titulares de direitos de subscrição para viabilizar a entrada desses investidores — entre eles, eu”, alegou.

Ávila afirmou, via assessoria de imprensa, que a cessão do direito “foi gratuita e sem nenhum benefício pessoal”. “Fora a cessão dos direitos de subscrição, reafirma-se que não há – e nem nunca houve – relação comercial, profissional ou de serviços com o Banco Master ou a Reag”, declarou a assessoria de imprensa da Family Office de Leonardo Ávila.

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