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Assessor da Governadoria e ex-secretário são alvos de operação que investiga corrupção no Iges-DF

O MPDFT, com apoio da PCDF, deflagrou a 3ª fase da Operação Escudero, nesta 5ª. Mandados foram cumpridos na Casa Militar e em residência

atualizado

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Vinícius Santa Rosa/Metrópoles
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1 de 1 Iges-DF - Metrópoles - Foto: Vinícius Santa Rosa/Metrópoles

A 3ª fase da Operação Escudero, que investiga corrupção no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), teve como alvo o policial civil aposentado Olegário Oliveira de Moraes, conhecido como Nino. Ele é assessor especial do governador Ibaneis Rocha (MDB).

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), com apoio da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), cumpriu mandados de busca e apreensão na Casa Militar e na residência de Nino, nesta quinta-feira (13/11). Outro alvo da operação foi o ex-secretário de Saúde do DF e ex-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo. A investigação tramita em sigilo.

O governador Ibaneis Rocha disse que confia na integridade de Nino, com quem trabalha há quase 20 anos. “O conheço desde a época da OAB. É uma pessoa de minha extrema confiança, e eu confio na integridade dele”, declarou. Sobre a operação, o emedebista afirmou que aguarda ter conhecimento do processo para comentá-lo.

A 3ª fase da Operação Escudero apura suposto esquema de corrupção envolvendo o contrato milionário do Iges-DF com a Salutar que tem como objeto o fornecimento de alimentos para pacientes da rede pública de saúde.

Segundo a PCDF, nesta etapa, as investigações da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR) “revelaram a existência de um grupo que atuava para facilitar repasses de recursos públicos ao Iges-DF, os quais, posteriormente, eram destinados a empresa contratada sem a comprovação da efetiva prestação dos serviços”.

“Foram cumpridos quatro mandados judiciais de busca e apreensão no Distrito Federal, nas residências dos envolvidos e em órgão público, e dois mandados de sequestro de bens imóveis. A atual fase da investigação trabalha com a hipótese de prática dos crimes de tráfico de influência, corrupção, lavagem de capitais e organização criminosa”, afirmou a corporação, em nota.

A reportagem tenta contato com os citados. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

O que diz o Iges-DF

O Iges-DF informou que não teve acesso aos detalhes da operação deflagrada nesta quinta-feira e pontuou que já havia rescindido o contrato com a empresa envolvida desde o início deste ano.

Em nota enviada à reportagem, o instituto afirmou que tem cooperado com as autoridades e permanece à disposição para fornecer as informações e esclarecimentos necessários ao avanço das investigações.

Lembre o caso

Durante a primeira fase da Operação Escudero, a PCDF cumpriu, na manhã de 28 de agosto de 2024, 20 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao núcleo empresarial da prestadora dos serviços e a servidores do Iges-DF, além da própria sede do instituto. As diligências foram realizadas no Distrito Federal e nas capitais dos estados de Goiás e Amapá.

A segunda fase da operação foi deflagrada em 1º de novembro de 2024. A investigação visava apurar indícios de crimes cometidos por um analista do Ministério Público da União (MPU) enquanto exercia o cargo de assessor chefe de Gabinete da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde do Ministério Público do DF e Territórios (1ª Prosus).

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