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Após Hermeto xingar delegado, presidente da CLDF manda indireta. Veja vídeo
Wellington Luiz (MDB) disse que “quem não quiser que os fatos sejam divulgados, não deixe que eles aconteçam”
atualizado
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Após o deputado distrital Hermeto (MDB) usar as redes sociais para criticar seu indiciamento pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), pelo crime de concussão referente à prática conhecida como “rachadinha” em seu gabinete, o presidente da Câmara Legislativa (CLDF), Wellington Luiz, do mesmo partido, publicou um vídeo nas redes sociais, neste sábado (11/4), parabenizando e apoiando o trabalho da corporação.
Veja:
Na publicação, o presidente da CLDF destacou o trabalho do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor/PCDF) na Operação Eixo, que teve como alvo uma organização criminosa de altíssima periculosidade que rompeu as fronteiras do DF para buscar especialização bélica no Rio de Janeiro.
Wellington Luiz aproveitou a oportunidade para mandar recados, mesmo não direcionados. “(Somos) uma polícia que não se enverga, se intimida ou tem medo de pressões, sejam de ordem política ou eleitoreiras”, afirmou.
“Para aqueles que acham que podem intimidar a PCDF, estão muito enganados. Faremos o enfrentamento, sempre que for necessário, independente [sic] do crime ou de quando cometeu. Quem não quiser que os fatos sejam divulgados, não deixe que eles aconteçam”, aconselhou o distrital.
“Covarde”
O vídeo de Wellington Luiz foi publicado dias após Hermeto ficar enfurecido e xingar o delegado que o indiciou, o chamando de covarde, além de insinuar que o inquérito teria sido usado politicamente.
“A esse delegado que vazou o inquérito agora, de sete anos atrás, tentando me indiciar agora, em ano eleitoral. Covarde. Por quê? Não querem minha eleição? Querem me desgastar para eu não ganhar a eleição? Vou provar minha inocência”, disparou.
Porém, o emebedista se retratou logo depois, por meio de uma nota.
“O deputado reforça que acredita na Justiça e na lisura do trabalho da autoridade policial e atribui o tom duro de suas falas a um sentimento de profunda injustiça. O deputado é comprometido com a representação dos setores da segurança pública e acredita fielmente na qualidade e honestidade do trabalho dos delegados da Polícia Civil do Distrito Federal”, declarou.
Também neste sábado (11/4), Hermeto publicou outro vídeo nas redes sociais, no qual afirmou não ter nada contra a PCDF.
“Minha indignação foi pessoal, diante da condução do inquérito, nunca contra a corporação. A Polícia Civil sempre teve o meu respeito, reconhecimento e confiança pelo trabalho sério que realiza”, garantiu.
Confira:
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Entenda
Além de Hermeto, o chefe de gabinete dele, Licérgio Oliveira de Souza, e a esposa de Hermeto, Keilla Alves de Almeida, também foram indiciados, conforme informações apuradas com exclusividade pelo Metrópoles.
A investigação aponta para prática criminosa a partir de janeiro de 2019. O esquema envolveria o repasse de parte de salário de servidores da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para beneficiar Hermeto e o chefe de gabinete, Licérgio Oliveira de Souza. A vítima, em tese, é o próprio estado, porque a remuneração era paga com dinheiro público.
Os comissionados eram constrangidos a fazer o repasse, sob pena de exoneração ou rebaixamento, segundo as investigações conduzidas pelo Decor.
