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“Rachadinha”: deputado chama delegado de “covarde”, se retrata e categoria reage. Veja vídeo

A reação de Hermeto à notícia de que foi indiciado por “rachadinha” gerou polêmica entre delegados. Ele diz que inquérito tem cunho político

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 deputado-hermeto - Foto: Reprodução/Redes sociais

O deputado distrital Hermeto (MDB), indiciado pelo crime de concussão referente à prática de “rachadinha”, gravou um vídeo visivelmente revoltado contra um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na noite desta quarta-feira (8/4).

“A esse delegado que vazou o inquérito agora, de sete anos atrás, tentando me indiciar agora, em ano eleitoral. Covarde. Por quê? Não querem minha eleição? Querem me desgastar para eu não ganhar a eleição? Vou provar minha inocência”, disparou o emedebista.

A declaração de Hermeto foi divulgada após o Metrópoles revelar o caso. O Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da PCDF concluiu o inquérito em dezembro de 2025 e encaminhou à Justiça do Distrito Federal. Por tratar-se de autoridade com foro privilegiado, o Poder Judiciário autorizou o indiciamento, em fevereiro de 2026.

O vídeo do deputado distrital, que também é subtenente aposentado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), rapidamente circulou nas redes sociais e provocou indignação da classe policial. Na manhã desta quinta-feira (9/4), Hermeto divulgou uma nota de retratação.

“O deputado reforça que acredita na Justiça e na lisura do trabalho da autoridade policial e atribui o tom duro de suas falas a um sentimento de profunda injustiça. O deputado é comprometido com a representação dos setores da segurança pública e acredita fielmente na qualidade e honestidade do trabalho dos delegados da Polícia Civil do Distrito Federal”, declarou.

Hermeto ainda afirmou que é inocente e apontou “utilização política” e “maliciosa” do inquérito. “Rememora-se que a investigação teve início há mais de 6 anos, em novembro de 2019, e que o indiciamento ocorreu somente em dezembro de 2025”, afirmou.

“Apesar de o indiciamento ter ocorrido há quase 5 meses e estar resguardado pelo sigilo judicial, a informação foi vazada à imprensa momentos depois de a defesa formular um pedido de diligências investigativas adicionais, as quais são capazes de provar, com certeza, a total inocência do Deputado. O responsável pelo vazamento, receoso do sucesso da defesa, apelou à imprensa para movimentar a opinião pública, em uma tática desleal que impede o exercício do contraditório por parte do deputado”, afirmou a nota do parlamentar.

Reação

Em seguida, a categoria de delegados reagiu. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (Sindepo) e a Associação dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (Adepol) disseram que a atuação dos profissionais da Decor é pautada, “de forma inegociável, pela neutralidade, imparcialidade e estrita observância da técnica investigativa e jurídica”.

O Sindepo e a Adepol declararam que o inquérito do caso foi instaurado em novembro de 2019 e tramitou com a adoção de medidas cautelares investigativas de elevada complexidade, tais como a análise de dados bancários e fiscais, o cumprimento de mandados de busca e apreensão, a extração e análise de conteúdos de dispositivos eletrônicos, além da formalização de dezenas de depoimentos.

“Por fim, esclarece-se que eventual divulgação de informações não foi realizada pelo DECOR/PCDF que, em estrita observância à legislação vigente e ao sigilo processual, tem adotado há anos como padrão institucional não disponibilizar peças de inquérito policial em suas comunicações públicas”, disse.

As entidades declararam que “é absolutamente inaceitável qualquer tentativa de desqualificar o trabalho da Polícia Judiciária ou de seus delegados por motivações políticas, narrativas oportunistas ou inconformismo com o resultado das investigações”.

“O indiciamento é ato técnico, fundamentado e previsto em lei, que não se submete a pressões externas. Reafirmamos que os delegados da Polícia Civil do DF não atuam por conveniência política, mas sim com base na legalidade, na prova e no dever constitucional de apurar infrações penais, independentemente de quem seja o investigado”, enfatizaram.

As entidades encerram a nota fazendo uma referência à declaração de Hermeto de que “a lei é para todos”, feita quando ele se recusou a ajudar o também deputado Daniel Donizet (MDB) na ocasião em que foi abordado por policiais militares após beber e dirigir.

“A lei é para todos. E o dever de investigar também”, afirmaram o Sindepo e a Adepol.

Além de Hermeto, a esposa dele, Keilla Alves de Almeida, e o chefe de gabinete, Licérgio Oliveira de Souza, também foram indiciados pela PCDF.

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