Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Grande Angular

Abatido, ex-deputado esvazia gabinete após perda do mandato: "Vamos embora, né"

A Mesa da Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato de sete parlamentares, após decisão do STF que altera regra das eleições

01/08/2025 14:12, atualizado 01/08/2025 16:32
Compartilhar notícia
Reprodução/Instagram
Abatido, ex-deputado esvazia gabinete após perda do mandato: “Vamos embora, né”

Visivelmente abatido, Gilvan Máximo (Republicanos-DF) registrou o momento em que esvaziou o gabinete e colocou os itens pessoais no carro após a perda do mandato declarada pela Mesa da Câmara. “Vamos embora, né, gente”, disse Gilvan, depois de organizar os objetos no porta-malas do Jeep.

Veja:

Além de Gilvan, Augusto Puppio (MDB-AP), Lebrão (União-RO), Lázaro Botelho (PP-TO), Professora Goreth (PDT-AP), Silvia Waiãpi (PL-AP) e Sonize Barbosa (PL-AP) foram afetados pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou a regra de distribuição das sobras eleitorais, com efeito retroativo a 2022.

Com a saída dos parlamentares, outros candidatos que disputaram as eleições assumirão os mandatos. O ato da Câmara dos Deputados, publicado na terça-feira (29/7), considera a decisão do STF e as posteriores retotalizações dos resultados das eleições encaminhadas ao órgão pelos tribunais eleitorais do Amapá, Distrito Federal, Tocantins e Rondônia.

Abatido, ex-deputado esvazia gabinete após perda do mandato: “Vamos embora, né” - destaque galeria
7 imagens
Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
Lebrão (União Brasil-RO)
Lázaro Botelho (Progressistas-TO)
Professora Goreth (PDT-AP)
Silvia Waiãpi (AP)  perdeu o cargo por causa das sobras eleitorais
Augusto Puppio (MDB-AP)
1 de 7

Augusto Puppio (MDB-AP)

Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
2 de 7

Gilvan Máximo (Republicanos-DF)

Hugo Barreto/Metrópoles
Lebrão (União Brasil-RO)
3 de 7

Lebrão (União Brasil-RO)

Lázaro Botelho (Progressistas-TO)
4 de 7

Lázaro Botelho (Progressistas-TO)

Professora Goreth (PDT-AP)
5 de 7

Professora Goreth (PDT-AP)

Silvia Waiãpi (AP)  perdeu o cargo por causa das sobras eleitorais
6 de 7

Silvia Waiãpi (AP) perdeu o cargo por causa das sobras eleitorais

Mário Agra / Câmara dos Deputados
Sonize Barbosa (AP) perdeu o cargo por causa das sobras eleitorais
7 de 7

Sonize Barbosa (AP) perdeu o cargo por causa das sobras eleitorais

Mário Agra/Câmara dos Deputados

Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Os sete ex-deputados protestam contra a medida e chegaram a anunciar uma greve de fome. “Hugo Motta apequena o parlamento com decisão dessa. Temos o direito de fazer greve de fome e de recorrer a quem tiver que recorrer. Fomos eleitos dentro das normas vigentes, dentro da lei que foi estabelecida pelo TSE. É uma aberração. Nunca na história da democracia aconteceu isso de sete deputados eleitos serem cassados dessa maneira”, disse Gilvan.

Silvia Waiãpi afirmou que a Justiça Eleitoral se antecipou e fez a diplomação, mas a ordem do STF era para retotalização. “Ainda não transitou em julgado, pois há pendência de embargos de declaração”, pontuou.

“Não se entende mais o ofício do direito. Não consigo mais explicar a loucura, porque se perdeu a lógica aristotélica, o raciocínio jurídico e a segurança jurídica. É a primeira fraude eleitoral institucionalizada, onde forçosamente se altera um resultado de uma eleição para colocar outros escolhidos a dedo”, declarou.

Com a declaração da perda do mandato de sete deputados, assumirão os cargos:

  • Professora Marcivânia (PCdoB-AP);
  • Paulo Lemos (PSol-AP);
  • André Abdon (Progressistas-AP);
  • Aline Gurgel (Republicanos-AP);
  • Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);
  • Rafael Bento (Podemos-RO); e
  • Tiago Dimas (Podemos-TO).