Fabio Serapião

Moraes mantém prisão de homem que armou bomba em Brasília

Alan Diego foi preso no final de junho depois de ordem do ministro do STF, onde tramita parte do inquérito sobre o caso

atualizado

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Rosinei Coutinho/STF
governo Trump Instituto Gritos de Liberdade (IGL) fez um apelo ao ministro Alexandre de Moraes para conceder prisão domiciliar a 10 mães “patriotas”
1 de 1 governo Trump Instituto Gritos de Liberdade (IGL) fez um apelo ao ministro Alexandre de Moraes para conceder prisão domiciliar a 10 mães “patriotas” - Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve nesta segunda-feira (7/7) a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, homem acusado de armar uma bomba nas proximidades do Aeroporto de Brasília, em 2022.

Parte do inquérito que apura o caso está tramitando no STF e tem Moraes como relator. O homem foi preso no final de junho após uma ordem do ministro.

Depois da prisão, a defesa pediu a concessão de liberdade provisória ou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, o que foi negado agora pelo ministro, que acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela manutenção da preventiva.

Alan e outras duas pessoas supostamente envolvidas no fato foram denunciadas por associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

Segundo Moraes, há indícios suficiente na denúncia que apontam para a “participação efetiva do denunciado Alan Diego dos Santos Rodrigues na inserção de artefato explosivo em caminhão-tanque localizado nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília/DF no dia 24/12/2022”.

Os elementos colhidos pela investigação, de acordo com o ministro, também demonstram que Alan Diego, ao ser conduzido em um veículo no banco do carona, “depositou o artefato explosivo no eixo esquerdo do caminhão-tanque e, na sequência, fez duas ligações por orelhão, o que revela evidente risco à ordem pública representado pela sua liberdade”.

“Na presente hipótese, estão inequivocamente presentes os requisitos necessários e suficientes para a manutenção da prisão preventiva, apontando, portanto, a imprescindível compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade”, afirmou Moraes.

Alan estava em regime aberto desde julho do ano passado, por decisão da Justiça do Distrito Federal. No entanto, após denúncia da PGR, foi preso preventivamente em 27 de junho deste ano, no Mato Grosso.

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