Fabio Serapião

Ministério diz que faz averiguação e suspendeu milhares de BPC

Pasta comandada por Wellington Dias (PT) diz que faz esforço institucional para que BPC seja destinado com justiça e responsabilidade

atualizado

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Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, concede entrevista exclusiva no estúdio do Metrópoles
1 de 1 Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, concede entrevista exclusiva no estúdio do Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por meio de nota, disse à coluna que, desde 2023, iniciou uma averiguação cadastral do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em parceria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Esse trabalho, segundo a pasta, tem sido feito de forma sistemática e já resultou na “suspensão de milhares de benefícios com indícios de irregularidades e na atualização de mais de 1 milhão de cadastros”.

Como mostrou a coluna, o INSS encontrou indícios de irregularidades no pagamento de R$ 16,4 bilhões a pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 2019 até junho de 2025.

De acordo com as normativas federais, a coordenação, regulação, monitoramento e avaliação da prestação do benefício cabe à Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS.

De acordo com o ministério, trata-se de um “esforço institucional contínuo para garantir a integridade, a equidade e a eficácia” do pagamento dos valores do BPC.

“Essas ações são decisivas para assegurar que o benefício chegue a quem realmente tem direito, além de prevenir fraudes, corrigir distorções e ampliar a confiança da sociedade na política pública”, diz a nota.

Fachada do edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social INSS em Brasília - Metrópoles
Fachada do prédio do INSS em Brasília

A pasta diz que também realiza regularmente cruzamentos de dados administrativos para identificar inconsistências como óbitos não informados, CPFs irregulares, superação da renda per capita permitida por lei e acúmulo indevido de benefícios.

“Essa checagem é feita com rigor técnico e responsabilidade social, considerando que o público atendido é composto majoritariamente por pessoas com deficiência e idosos com 65 anos ou mais – grupos que muitas vezes demandam visitas domiciliares e apoio socioassistencial para garantir o pleno acesso aos seus direitos”, disse o ministério.

Outro ponto citado pelo ministério para combater as fraudes é o novo sistema do Cadastro Único (CadÚnico).

A versão mais moderna do sistema, diz o MDS, contribui para a prevenção de fraudes e inconsistências, assegurando maior transparência e eficiência na concessão de benefícios como o BPC.”

A pasta também diz que está reestruturando o Departamento de Benefícios Assistenciais com o objetivo de fortalecer institucionalmente a gestão do BPC.

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