
Fábia OliveiraColunas

Testemunha cita “confissão” que pode mudar caso Nardoni
Depoimento citado em denúncia fala em “confissão” e levanta possibilidade de reviravolta no caso
atualizado
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O caso da morte de Isabella Nardoni, que chocou o país em 2008, ganhou um novo desdobramento nessa sexta-feira (8/5) e, mais uma vez, ultrapassou as fronteiras do Brasil.
A coluna descobriu, com exclusividade, que a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, presidida por Agripino Magalhães, protocolou um aditamento à denúncia enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, nos Estados Unidos.
Pedido de prisão e relato de testemunhas
O novo documento pede a reabertura das investigações e a prisão imediata de Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni.
Segundo a petição, ao menos três policiais penais teriam presenciado supostas confissões de Anna Carolina Jatobá no presídio de Tremembé.
De acordo com os relatos anexados, ela teria afirmado que o sogro participou diretamente do planejamento e da execução do crime.
Em um dos trechos citados no documento, uma das testemunhas afirma que, ao ser questionada sobre quem teria cometido o crime, Anna teria respondido que agiu a mando de “daquele véio”.
Ao ser perguntada se estava se referindo ao sogro, ela teria confirmado chorando com um gesto afirmativo de cabeça.
Orientação para alterar provas
A denúncia também sustenta que Antônio Nardoni teria orientado o filho a alterar provas para simular um acidente. Segundo o advogado Angelo Carbone, que representa a associação, uma eventual quebra de sigilo telefônico entre pai e filho na época poderia comprovar uma suposta fraude processual.
Diante dos novos elementos apresentados, a petição pede à Corte Internacional a prisão preventiva de Antônio Nardoni, medidas de proteção para as testemunhas que afirmam temer represálias e o acompanhamento presencial do caso por representantes da CIDH.
Família promete medidas judiciais
A coluna também apurou que a liberdade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá tem causado preocupação entre moradores de São Paulo e Alphaville.
O documento ainda cita que Alexandre trabalha em uma empresa do pai e levanta suspeitas de que o silêncio de Anna ao longo dos anos teria sido mantido por apoio financeiro familiar.
Enquanto o Ministério Público de São Paulo analisa os pedidos de reabertura do caso, a defesa da família Nardoni nega as acusações e afirma que adotará medidas judiciais contra os autores dos depoimentos.
O tabuleiro agora está nas mãos de Washington, e o desfecho pode finalmente definir o rumo do caso que chocou o país há quase duas décadas.









