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Fábia Oliveira

Pressão aumenta, e caso Nardoni ganha novo capítulo

A coluna descobriu que novo recurso questiona rotina, endereço e possível descumprimento das regras do regime aberto concedido ao casal

09/04/2026 20:09, atualizado 10/04/2026 07:00
Reprodução/Internet.
Pressão aumenta, e caso Nardoni ganha novo capítulo

O embate envolvendo a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ e o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá ganhou novo desdobramento em Brasília.

A coluna apurou, com exclusividade, que a entidade, presidida por Agripino Magalhães, protocolou nesta quinta-feira (9/4) novo recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Representada pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho, a associação retoma e reforça o pedido para que o casal retorne imediatamente ao regime fechado.

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Medo coletivo

No documento encaminhado ao ministro relator, a entidade sustenta que a permanência dos condenados em regime aberto tem provocado cenário de “medo coletivo” e “intimidação difusa” em bairros de São Paulo e também na região de Barueri.

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No novo protocolo, a defesa aponta indícios de possível descumprimento das regras impostas pelo regime aberto. Um dos pontos levanta questionamentos sobre a rotina de trabalho de Alexandre Nardoni na empresa do pai, Antonio Nardoni, com dúvidas se o horário estaria sendo efetivamente cumprido ou se haveria circulação em períodos não autorizados.

A petição também levanta suspeitas sobre o endereço informado à Justiça. Segundo o documento, há incertezas sobre a permanência do casal no local declarado, além de menções a uma possível mudança para Alphaville sem a devida atualização nos autos.

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Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá
Em ultimo vídeo de campanha, ela chorou ao lembra do crime
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Em ultimo vídeo de campanha, ela chorou ao lembra do crime

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Caso Bruno citado

Outro argumento apresentado envolve o impacto na população local. A associação menciona o “desespero” de moradores e afirma que centenas de assinaturas teriam sido reunidas como forma de denúncia das atitudes atribuídas ao casal.

Como reforço ao pedido, o texto cita o caso do ex-goleiro Bruno e sustenta que a regressão de regime deve ocorrer de forma imediata diante de falta grave ou descumprimento das condições estabelecidas.

Vale lembrar que, no mês passado, Bruno voltou a ter a prisão decretada após descumprir as regras do livramento condicional, ao viajar para o Acre sem autorização judicial

A solicitação é para que o tribunal determine o retorno do casal ao cárcere até que os fatos sejam esclarecidos.

Relembre o caso

A nova investida jurídica retoma uma disputa que já percorreu diferentes instâncias do Judiciário. Como a coluna revelou anteriormente, a associação chegou a acionar o ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), em busca de intervenção direta diante do que classificou como alarme social provocado pela liberdade dos condenados.

Sem sucesso nas tentativas anteriores, o grupo agora concentra esforços no Superior Tribunal de Justiça para tentar viabilizar a chamada regressão de regime.

Como argumento, a entidade menciona o caso do ex-goleiro Bruno, defendendo que o retorno ao cárcere deve ocorrer até que sejam apuradas as denúncias de descumprimento das condições impostas no regime aberto.