
Fábia OliveiraColunas

Sabrina Parlatore e a menopausa: por que emagrecer fica mais difícil?
Relato da apresentadora reacende debate sobre mudanças hormonais e desafios do corpo feminino nessa fase; especialistas explicam o caso
atualizado
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O desabafo de Sabrina Parlatore sobre o ganho de peso durante a menopausa voltou a colocar em evidência uma queixa comum entre mulheres que atravessam essa fase.
Mais do que uma questão estética, a dificuldade para emagrecer está diretamente ligada às transformações hormonais do organismo, que impactam o metabolismo, a composição corporal e até a disposição no dia a dia.
Climatério e menopausa
Em conversa com a coluna, a ginecologista Carolina Cunha explicou que o climatério e a menopausa provocam alterações importantes no corpo feminino: “Cada mulher apresenta sintomas e intensidade diferentes”, afirmou, antes de completar:
“Avaliar de forma personalizada é fundamental para definir estratégias eficazes de tratamento, que podem incluir mudanças de estilo de vida, terapia hormonal ou alternativas não hormonais, de acordo com a necessidade e histórico de saúde de cada paciente”, declarou.
Sintomas variam
Entre as mudanças mais percebidas está o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal. O médico Rhuan Lopes, com foco em nutrologia e emagrecimento avançado, comentou que isso não acontece por acaso.
“Com a queda dos níveis de estrogênio, há uma tendência de redistribuição de gordura corporal, além de uma redução do metabolismo basal. Isso significa que o corpo passa a gastar menos energia, favorecendo o ganho de peso mesmo sem grandes mudanças na alimentação”, disse.
Outras alterações
Além disso, fatores como insônia, alterações de humor e diminuição da massa muscular contribuem para dificultar o processo de emagrecimento: “Não é apenas uma questão de disciplina ou dieta. Existe uma base fisiológica que torna esse processo mais desafiador”, pontuou ele.
E prosseguiu: “Por isso, estratégias isoladas costumam não funcionar. É preciso um plano que envolva alimentação adequada, fortalecimento muscular e, em alguns casos, suporte hormonal”, relatou Rhuan.
Acompanhamento especializado
Carolina Cunha também reforçou que o acompanhamento médico é essencial não apenas para lidar com os sintomas, mas para prevenir complicações: “Além do tratamento dos sintomas, o acompanhamento médico regular permite monitorar a saúde óssea, cardiovascular e metabólica”, observou.
Em seguida, ela esclareceu: “A menopausa não precisa ser vista como um problema, mas como uma fase de cuidado e atenção à saúde integral, promovendo bem-estar e qualidade de vida para as mulheres”, destacou.
O relato de Sabrina Parlatore expõe uma realidade vivida por muitas mulheres, mas ainda cercada de cobranças e desinformação. Entender que o corpo muda e que essas mudanças exigem novas estratégias é o primeiro passo para atravessar essa fase com mais equilíbrio e menos culpa.













