Morte de Juliana Marins: O translado do corpo é obrigação do governo?
O turismólogo Vitor Vianna falou sobre o caso devido à comoção nas redes sociais, na quarta-feira (25/6), após a confirmação do óbito

Após a confirmação da morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, após sofrer um acidente em um vulcão na Indonésia, começou uma nova luta: após o governo federal confirmar que não pagaria o translado do corpo e, assim, a família teria que custear os gastos, uma forte comoção surgiu nas redes sociais.
Em conversa com a coluna, o turismólogo Vitor Vianna colocou os “pingos nos is” sobre esse assunto: “As pessoas precisam entender uma coisa: se um brasileiro morre fora do país, o governo do Brasil não tem obrigação legal de pagar pelo translado do corpo, nem pelas despesas médicas, hospitalares ou funerárias”, começou.

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Ainda durante o bate-papo, o especialista explicou onde as autoridades brasileiras entram nessa história: “Isso não é uma questão política, é uma questão prática e legal. O Itamaraty oferece apoio consular, ajuda com documentos, contatos, orientação, mas quem arca com os custos é a família”, declarou, antes de completar:
“O caso da Juliana, que faleceu na Indonésia durante uma trilha, deixou isso escancarado. A família dela teve que correr contra o tempo pra arrecadar dinheiro e conseguir trazer o corpo de volta. E esse tipo de situação é ainda mais desesperadora quando não se tem um seguro-viagem”, observou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA importância do seguro-viagem
Vitor Vianna aproveitou o assunto para falar sobre a contratação das apólices: “O seguro cobre desde uma simples consulta até emergências graves, como internação e repatriação do corpo. Ele custa pouco, mas pode salvar uma vida — ou pelo menos evitar que uma tragédia se transforme num pesadelo ainda maior”, esclareceu.
No fim, ele aconselhou: “Então se você vai viajar, especialmente pra lugares mais remotos ou com atividades de risco, contrate um seguro. Não dá pra economizar em algo tão importante. E por favor: não politize esse caso. Isso é sobre responsabilidade, empatia e prevenção. Viajar sem seguro é um risco que você não pode correr — e que sua família não merece enfrentar”, garantiu.


























