Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Fábia Oliveira

Morte de Juliana Marins: O translado do corpo é obrigação do governo?

O turismólogo Vitor Vianna falou sobre o caso devido à comoção nas redes sociais, na quarta-feira (25/6), após a confirmação do óbito

Repórter de Fábia Oliveira26/06/2025 08:29
Compartilhar notícia
Instagram/Reprodução
Morte de Juliana Marins: O translado do corpo é obrigação do governo? - Metrópoles

Após a confirmação da morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, após sofrer um acidente em um vulcão na Indonésia, começou uma nova luta: após o governo federal confirmar que não pagaria o translado do corpo e, assim, a família teria que custear os gastos, uma forte comoção surgiu nas redes sociais.

Em conversa com a coluna, o turismólogo Vitor Vianna colocou os “pingos nos is” sobre esse assunto: “As pessoas precisam entender uma coisa: se um brasileiro morre fora do país, o governo do Brasil não tem obrigação legal de pagar pelo translado do corpo, nem pelas despesas médicas, hospitalares ou funerárias”, começou.

Ajuda do Itamaraty

Ainda durante o bate-papo, o especialista explicou onde as autoridades brasileiras entram nessa história: “Isso não é uma questão política, é uma questão prática e legal. O Itamaraty oferece apoio consular, ajuda com documentos, contatos, orientação, mas quem arca com os custos é a família”, declarou, antes de completar:

“O caso da Juliana, que faleceu na Indonésia durante uma trilha, deixou isso escancarado. A família dela teve que correr contra o tempo pra arrecadar dinheiro e conseguir trazer o corpo de volta. E esse tipo de situação é ainda mais desesperadora quando não se tem um seguro-viagem”, observou.

Morte de Juliana Marins: O translado do corpo é obrigação do governo? - destaque galeria
16 imagens
Juliana Marins
Juliana Marins pouco antes do acidente
Juliana Marins
Juliana Marins
Juliana Marins
Juliana Marins
1 de 16

Juliana Marins

Instagram/Reprodução
Juliana Marins
2 de 16

Juliana Marins

Reprodução/Instagram
Juliana Marins pouco antes do acidente
3 de 16

Juliana Marins pouco antes do acidente

Juliana Marins
4 de 16

Juliana Marins

Instagram/Reprodução
Juliana Marins
5 de 16

Juliana Marins

Rede social/Reprodução
Juliana Marins
6 de 16

Juliana Marins

Reprodução/X
Juliana Marins morrewu em junho
7 de 16

Juliana Marins morrewu em junho

Reprodução/X
Juliana Marins
8 de 16

Juliana Marins

Reprodução/X
Juliana Marins
9 de 16

Juliana Marins

Reprodução
Morte de Juliana Marins: O translado do corpo é obrigação do governo? - imagem 10
10 de 16

Reprodução/ Redes sociais
Tragédia ocorreu no vulcão Rinjani, na Indonésia
11 de 16

Tragédia ocorreu no vulcão Rinjani, na Indonésia

Reprodução
Vulcão Indonésia
12 de 16

Vulcão Indonésia

Getty Images
Resgate
13 de 16

Resgate

Reprodução/ Parque Nacional do Monte Rinjan
Resgate de Juliana
14 de 16

Resgate de Juliana

Reprodução/ Parque Nacional do Monte Rinjan
Resgate de brasileira
15 de 16

Resgate de brasileira

Reprodução/ Parque Nacional do Monte Rinjan
Resgate na Indonésia
16 de 16

Resgate na Indonésia

Reprodução/ Parque Nacional do Monte Rinjan

A importância do seguro-viagem

Vitor Vianna aproveitou o assunto para falar sobre a contratação das apólices: “O seguro cobre desde uma simples consulta até emergências graves, como internação e repatriação do corpo. Ele custa pouco, mas pode salvar uma vida — ou pelo menos evitar que uma tragédia se transforme num pesadelo ainda maior”, esclareceu.

No fim, ele aconselhou: “Então se você vai viajar, especialmente pra lugares mais remotos ou com atividades de risco, contrate um seguro. Não dá pra economizar em algo tão importante. E por favor: não politize esse caso. Isso é sobre responsabilidade, empatia e prevenção. Viajar sem seguro é um risco que você não pode correr — e que sua família não merece enfrentar”, garantiu.

Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters