
Fábia OliveiraColunas

Mayana Neiva celebra conquista internacional e fala sobre futuro na TV
A atriz Mayana Neiva estreou com sucesso como diretora de cinema e conquistou seu primeiro prêmio: “Profundamente feliz e orgulhosa”
atualizado
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A atriz Mayana Neiva, que participou de novelas de sucesso como Ti Ti Ti (2010) e O Outro Lado do Paraíso (2017), tem conquistado destaque internacional como diretora de cinema. A famosa faturou em abril seu primeiro prêmio em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em entrevista à coluna, ela falou sobre o novo momento na carreira e se pretende voltar para a televisão.
Documentário
A artista apresentou seu primeiro documentário como diretora, chamado Onde Eu Começo?, durante o Beverly Hills Film Festival, em Hollywood. A produção venceu o prêmio do júri popular e foi o escolhido entre cerca de 400 produções.
“Fiquei muito emocionada com o prêmio, para mim foi uma coisa que eu absolutamente não esperava e me senti profundamente feliz e orgulhosa”, celebrou a artista em conversa com a coluna Fábia Oliveira.
A “mudança” da frente para atrás das câmeras foi acontecendo aos poucos: a atriz começou dirigindo alguns clipes e peças de teatro. A migração para o cinema foi um desafio que a instigou. “Foi um exercício criativo muito interessante”, contou. “Eu vivo de contar histórias de outras pessoas, mas a vontade de dirigir veio de entender onde a minha história começa.”
Como o nome do filme sugere, a produção é um retorno da famosa às suas origens, no Sertão da Paraíba, na busca de um reencontro com sua história. Natural de Campina Grande, Mayana tem familiares em Patos e, no documentário, busca contar um pouco dessa história familiar.
Atualmente, Mayana Neiva está no ar em Guerreiros do Sol, novela gravada para o Globoplay que ganhou exibição também na televisão aberta. Ela não descarta participar de outras produções e disse estar aberta a convites: “Tendo projetos interessantes eu adoraria voltar”, completou.
Leia a entrevista completa:
Como foi representar o Brasil em um festival de cinema?
Fiquei muito emocionada com o prêmio, para mim foi uma coisa que eu absolutamente não esperava e me senti profundamente feliz e orgulhosa de levar um filme que fala de um menino simples e humilde do sertão da Paraíba para estrear no Chinese Theater, no teatro onde acontece o Oscar e que recebe o cinema do mundo com tantos filmes incríveis, foram mais de 7 mil filmes inscritos e o nosso ser premiado para mim foi incrível.
Como foi o processo de migração para o posto de diretora? Foi algo natural ou algo que você já almejava?
Foi, na verdade, uma coisa que foi acontecendo, né? Eu tinha dirigido já meus videoclipes do meu disco, tinha dirigido coisas no teatro, nossas né, minhas, mas dirigir um filme foi um ousadia para mim, mas eu sabia que se eu não tomasse esse passo ele não aconteceria, que se eu não contasse a história do meu avô ninguém ia contar. Então, e pra mim foi um exercício criativo muito interessante, eu me vejo como artista criadora como um todo, né? É coisa de cantar, escrever, atuar, né?
O dirigir é um processo natural para mim de atuar e de querer contar as nossas histórias, né? Eu vivo de contar histórias de outras pessoas, mas a vontade de dirigir veio de entender onde a minha história começa, né? Onde eu começo. Tanto que o filme tem esse nome, né? Essa coisa de não só ser ator de histórias que eu gosto e. Que eu tenho interesse em compartilhar, ser atriz, mas de partilhar as minhas histórias, escolher as minhas narrativas e a maneira como elas vão chegar. Então, isso, para mim, foi um exercício de fortalecimento criativo, artístico e profundamente fascinante para mim.
Ainda sente vontade em voltar para a televisão e fazer novelas?
Eu adoro fazer televisão, atualmente estou fazendo Guerreiros do Sol e a televisão também é uma casa para mim, tendo projetos interessantes eu adoraria voltar, sempre.
Como você analisa esse período do cinema nacional, que vem conquistando atenção e prêmios ao redor do mundo?
Eu acho que o Brasil vive um momento lindo do reconhecimento do cinema, do nosso cinema, que sempre foi muito especial, mas que ganha aí uma relevância significativa para o mundo nos últimos anos, com Walter Salles, com Kleber Mendonça. Mas eu acho que a gente como brasileiro também ganha esse orgulho de sentir o poder da nossa cultura.
Qual é a sensação de ver nomes brasileiros, como Fernanda Torres e Wagner Moura, tão aclamados lá fora?
O poder da nossa cultura é lindo e forte, e é lindo ver como o mundo se magnetiza e se atrai pela cultura brasileira. Então, é um momento lindo do cinema, um momento que eu quero muito realmente rodar com o meu filme e fico muito feliz. Para mim, eu me sinto mais feliz do que na Copa do Mundo, vendo Fernando Torres, vendo Wagner e Moura, vendo o nosso cinema ocupar lugares tão relevantes no cinema do mundo. Isso mostra o quanto a gente tem para crescer, o quanto a nossa cultura deve ser reconhecida e espalhada cada vez mais.
Tem vontade de dirigir também longas-metragens ou ficções?
Sim, eu acho que um passo de cada vez. Eu terminei dirigindo um longa que deu origem a esse curta, mas que foi um longa meio familiar, num registro para guardar essa história para a minha família. Mas, nesse momento, quero que o nosso filme vá para o mundo e ganhe um espaço. Certamente um dia, com certeza, dirigir longa metragem, vou amar também. Mas, nesse momento, também estou com o meu show e com a minha palestra.







