Marcelo Tas sai em defesa de Leo Lins após condenação: "Inadmissível"
O apresentador usou o X, antigo Twitter, para opinar sobre os processos que o humorista vem respondendo por suas piadas

A notícia de que Leo Lins pode ser preso por suas piadas no palco tem movimentado as redes sociais nos últimos dias. Entre defesa e críticas, muitos famosos demonstraram estar ao lado do humorista. E um desses é Marcelo Tas.
“Não é sobre gostar ou não da piada. Particularmente, não é meu tipo de humor. E daí? O comediante estava no teatro diante de pessoas que escolheram estar ali”, começou ele.

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Ver todasE analisou, criticando a decisão da Justiça: “A questão é gravíssima. Que os homens e mulheres da Justiça brasileira estejam atentos à tentativa tenebrosa de controle da livre expressão artística. Quem não curte o Leo, é só buscar outro tipo de show. O resto é censura. Já vivemos isso. É inadmissível”, disparou.
Veja as piadas polêmicas
O humorista Leo Lins foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão após veicular conteúdos considerados preconceituosos em um show de stand-up em 2022. Além da condenação, o comediante terá que pagar uma multa correspondente a 1.170 salários-mínimos vigentes na época da gravação, além de uma indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos, cabe recurso.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs vídeos publicados em suas redes sociais continham declarações ofensivas contra negros, homossexuais, indígenas, nordestinos, evangélicos, judeus, idosos, obesos, pessoas com HIV e pessoas com deficiência.
Mais detalhes do caso
Durante a apresentação, ele fez piadas que provocaram reações por seu teor discriminatório. Sobre gordofobia, afirmou: “Fobia é medo. Medo de gordo? Só se eu fosse feito de Nutella.” e ainda ironizou: “O aparelho de leg press está andando… um Transformer veio malhar?”
No que tange à homofobia e pessoas com HIV, proferiu a frase: “Sou gordo, adoro comer. Como vou emagrecer? Pegando AIDS! Sai comendo gay sem camisinha, uma hora dá certo!”.
Piadas com PcDs e pessoas pretas
O humorista também direcionou piadas consideradas ofensivas a pessoas com deficiência física e intelectual, incluindo imitações dizendo: “Detector de metal impediu a entrada de 1 canivete e 2 cadeirantes” e “Se tiver algum anão aqui, no final do show a gente estoura […] vai ser pequenas causas”. Questionou ainda: “É um padre artista ou um padre autista?” e respondeu mensagens com a frase “vou fazer igual seu filho e te ignorar”.
Comentários considerados racistas foram expressos na fala: “Negro com a Ku Klux Klan vai preso por agredir o Zé Gotinha.” e sobre o passado escravagista: “Na época da escravidão já nascia empregado e também achava ruim!”.
Religiosos, nordestinos e indígenas também foram alvo de piada
Ao falar dos nordestinos, Leo Lins disse: “Você pegar voo pro Nordeste é uma experiência, porque tem umas pessoas com aparência primitiva […] Anda em 2D, parece um caranguejo.” e completou: “Tem ser humano que não é 100% humano. O nordestino do avião? 72%”.
Leo Lins também fez declarações sobre religiões, com destaque para: “respeito todas as religiões, menos Testemunhas de Jeová […] Fofoqueiro de Jeová […] Parece a Hinodê.” A respeito dos povos indígenas, afirmou: “Preconceito é coisa primitiva que nem o índio. Chega, não precisa mais”.
Entenda a decisão da Justiça
O julgamento ocorreu na 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo (TRF3), onde a Justiça entendeu que a liberdade de expressão não pode ser usada para encobrir práticas criminosas.
O caso foi classificado como crime formal, sem necessidade de uma vítima específica, e a condenação se fundamentou nos artigos da Lei do Racismo (Lei 7.716/89) e no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015). O tribunal destacou que o contexto humorístico não elimina a gravidade das ofensas.

















