
Fábia OliveiraColunas

Leandro Lehart fala sobre condenação por estupro em segunda instância
Em entrevista recente, o criador do grupo Art Popular soltou o verbo e rebateu as acusações de sua vítima, que o denunciou em 2019
atualizado
Compartilhar notícia

Após ser condenado em segunda instância a 9 anos, 7 meses e 6 dias de prisão por estupro e cárcere privado, Leandro Lehart falou sobre as acusações e rebateu as declarações que serviram como prova no processo.
Em entrevista com Roberto Cabrini, apresentador do Domingo Espetacular, o criador do grupo Art Popular, que surgiu na década de 90, contou que ele e a vítima se conheceram em 2017, que mantiveram relações sexuais por 5 vezes, mas que ela resolveu denunciá-lo por vingança.
O crime teria acontecido dentro da casa de Leandro Lehart em outubro de 2019, quando ele a teria levado ao banheiro e a forçado comer fezes. A denúncia contra o cantor foi feita em 2021.
Rebateu
Durante o bate-papo, o compositor rebateu as declarações da vítima: “Que noite? Ela disse que aconteceu num dia específico do mês de outubro que ela não descreve, não existiu hora. A gente precisa entender que o suposto crime precisa de um dia específico. No meu processo não existe dia, hora”, disparou.
E recordou o boletim que fez contra a mulher: “Eu fiz o boletim de ocorrência porque sabia que ela estava, de alguma maneira, pedindo dinheiro, pedindo ajuda que eu não podia mais”, afirmou.
O depoimento da vítima
Em depoimento à polícia, a vítima deu detalhes do ataque: “Quando estávamos no quarto, Leandro pediu que fosse com ele ao banheiro. Lá, ele me colocou de joelhos e empurrou minha cabeça dentro do vaso sanitário. Nesse momento, ele cololou as nádegas no meu rosto. Isso me assustou e pedi para parar, mas ele continuou. Disse que eu só saia de lá se eu comesse tudo (fezes)”, contouo, antes de completar:
“Ele me segurou para que não me levantasse. Em seguida, me jogou no box. Eu estava nervosa, gritando e ele e disse pra ficar lá até eu me acalmar. Eu não estava acreditando no que estava acontecendo. Eu perguntei por que ele fez aquilo comigo. E ele respondeu que se eu não gostei, da próxima vez iria me acostumar. Nesse momento, ele foi muito frio comigo e eu só queria ir embora”, declarou.
No fim, ela contou: “Falei que ia denunciá-lo, mas ele respondeu que eu não tinha provas. E me ameaçou, dizendo que se eu fizesse isso ele acabaria comigo. Ainda afirmou que já tinha feito isso com uma outra mulher”, disse.
Faltam provas
Ainda de acordo com Leandro Lehart, faltam provas: “A perícia provou que esse mecânica não existe. Inclusive, o Ministério Público e a ONG que trata do caso dela não conseguiram, em nenhum momento, fazer a perícia. A perícia foi feita por mim. E depois de um determinado período, ela vai embora. Um ano depois, ela volta e faz uma denúncia. Ela jantou comigo duas vezes”, pontuou.
Em seguida, o cantor reclamou: “Eu fui condenado por causa de retirada de trechos específicos de uma conversa ampla e que foram usados para criar uma narrativa. Não existe confissão, o que existe é um diálogo emocional. Tanto que não mandei nada pra ela”, lembrou.
E prosseguiu: “Na verdade, fui condenado por aquilo que escrevi, não por aquilo que fiz. Essa narrativa foi construída depois desses prints, determinadas coisas foram criadas na frase monástica. Dentro de um contexto emocional, a gente pode fazer tudo. Isso não pode virar fato. Eu escrevi várias músicas que eu não vivi”, observou ele que responde em liberdade e ainda pode recorrer.
Condenação por pressão
Ainda durante a entrevista, o artista falou sobre o comportamento da vítima: “A Rita tinha um problema emocional antes de me conhecer, tudo o que ela fala é sobre o contexto da família dela, não sobre mim. Eu sou inocente. Essas conversas foram tiradas de contexto. Criaram um fato que virou uma suposta confissão, só que não existe comprovação nenhuma”, apontou.
E finalizou: A Justiça é pressionada por um momento histórico em que o Brasil maltrata muito mulheres. E, aí, ela pega esse contexto e quer dar algum tipo de exemplo para a sociedade, condenando pessoas sem nenhuma prova. Uma vítima voltaria para jantar com o suposto opressor? Aprisionar alguém é jantar, conversar, trocar ideias?”, questionou.









