Fábia Oliveira

Felipe Melo rompe silêncio sobre confusão em condomínio no Rio

A coluna recebeu nota da defesa do ex-jogador, que detalha problemas com a obra e barulho excessivo no andar abaixo de sua unidade

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1 de 1 felipe-melo-rompe-silencio-sobre-confusao-em-condominio-do-rio - Foto: Reprodução/Internet.

A defesa do ex-jogador e comentarista esportivo da Globo, Felipe Melo, enviou uma nota à coluna nessa sexta-feira (13/3) explicando os acontecimentos recentes em um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, em que ele foi filmado discutindo com profissionais de uma obra.

Segundo a nota, Felipe e sua família vêm enfrentando, há quase dois anos, problemas causados por uma obra irregular no andar abaixo de sua unidade, no condomínio Riserva Golf. A unidade 402, de propriedade de Felipe, é vizinha da unidade 302, que está em obras desde 2024.

De acordo com o comunicado, desde o início, a obra teria emitido ruídos acima do limite permitido em lei, prejudicando a vida do comentarista e de seus familiares.

“Quando tudo começou, Felipe ainda jogava pelo Fluminense, e entre os dias de jogos dos campeonatos mal conseguia descansar em sua própria casa. Mesmo diante de inúmeras reclamações feitas à administração do condomínio, nenhuma medida foi tomada para suprimir os danos que a emissão de ruídos vinha causando”, diz a nota.

Medidas judiciais

Diante da suposta inércia do condomínio e do proprietário da unidade 302, Felipe procurou medidas judiciais. Em agosto de 2025, declarou que foi ingressada uma ação para paralisação da obra até que fossem adotadas as medidas de isolamento acústico exigidas pela legislação municipal vigente.

Ainda naquele mês, o Juízo da 30ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro determinou a interrupção imediata da obra. Entretanto, a nota ressalta que o proprietário da unidade continuou com os trabalhos, desrespeitando a determinação judicial e mantendo a emissão de ruídos, afetando inclusive o filho de Felipe, David, que precisou deixar o imóvel devido à dificuldade de descansar entre jogos e treinos.

Como começou o bate-boca

A nota detalha que, diante do descumprimento reiterado, o juiz majorou a multa anteriormente arbitrada na tentativa de cessar os ruídos. “Ontem, em mais um episódio de desrespeito à dignidade da justiça e às normas de convivência social, os funcionários da obra passaram a emitir ruídos em patamares extremamente altos, mesmo após a determinação de interrupção da obra”, relata a defesa.

Foi nesse contexto, segundo o comunicado, que se iniciou o bate-boca entre Felipe Melo e os trabalhadores, registrado em vídeos que circulam nas redes.

O pronunciamento da defesa ainda enfatiza que a poluição sonora configura crime ambiental, previsto no artigo 54 da lei 9.605/98, reforçando o lado legal da ação tomada pelo comentarista.

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Entenda o caso

A confusão envolvendo Felipe Melo ocorreu em um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, durante uma obra no andar abaixo de sua unidade.

Vídeos obtidos pela coluna mostram o comentarista em discussão acalorada com profissionais da construção, questionando o trabalho da equipe e acusando irregularidades. Fontes relatam que a situação deixou os trabalhadores e a proprietária do imóvel assustados, enquanto Felipe tentava intervir para conter os problemas.

Segundo relatos obtidos pela coluna, os barulhos vindos da obra geraram tensão contínua no condomínio, chegando a assustar os pedreiros e a proprietária do apartamento.

Trechos do vídeo mostram o ex-jogador afirmando: “Derrubei! Eu derrubei essa porr* aí! Vocês estão cometendo crime! É crime o que vocês estão fazendo!”, enquanto um profissional tenta se explicar: “Mas precisava derrubar? Deixa eu te dizer… Ó o tanto de gente aqui, de prova, ó. Ó o tanto de prova.”

Leia a nota da defesa na íntegra

“Felipe Melo e sua família vêm sofrendo, há quase dois anos, com uma obra irregular que ocorre no andar abaixo da unidade onde mora no condomínio Riserva Golf, um condomínio de alto padrão. O comentarista é proprietário da unidade 402, do bloco 04, e a unidade 302 está em obras desde 2024.

Desde o início, a obra vem emitindo ruídos acima do limite permitido em lei, causando grande transtorno à vida de Felipe e da família. Quando tudo começou, ele ainda jogava pelo Fluminense e, entre os dias de jogo dos campeonatos, mal conseguia descansar em sua própria casa. Mesmo diante de inúmeras reclamações feitas à administração do condomínio, nenhuma medida foi tomada para conter os danos causados pelo barulho.

Diante da inércia do condomínio e do proprietário da unidade, Felipe procurou assessoria jurídica para adotar as medidas cabíveis. Em agosto de 2025, foi ingressada uma ação judicial buscando a paralisação da obra até que fossem adotadas as medidas de isolamento acústico necessárias para adequar a obra à legislação municipal vigente. Ainda em agosto de 2025, o Juízo da 30ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro determinou a interrupção imediata da obra.

No entanto, o proprietário continuou com a obra e a emissão dos ruídos, desrespeitando o comando judicial. O filho de Felipe, David, que também é atleta, precisou deixar o imóvel, pois não conseguia descansar entre os jogos e treinos. Diante do descumprimento reiterado, o juiz majorou a multa anteriormente arbitrada na tentativa de cessar os ruídos, mas o proprietário continua a descumprir a determinação.

Ontem, em mais um episódio de desrespeito à justiça e às normas de convivência social, os funcionários da obra passaram a emitir ruídos em níveis extremamente altos. Felipe foi até o andar da unidade 302 para pedir a interrupção dos trabalhos, e então se iniciou um bate-boca entre ele e os funcionários.

Por fim, gostaríamos de esclarecer que a poluição sonora é crime ambiental, previsto no artigo 54, da lei 9.605/98.”

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