
Fábia OliveiraColunas

Áudio expõe Felipe Melo revoltado com obra: “Vou fazer uma merda”. Ouça
A coluna teve acesso a áudio em que Felipe Melo reclama do barulho e ameaça tomar medidas na obra vizinha
atualizado
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A coluna teve acesso a um áudio em que uma voz que seria de Felipe Melo demonstra irritação com o barulho de uma obra no condomínio da Barra da Tijuca.
No registro, o ex-jogador e comentarista esportivo da Globo reclama sobre promessas não cumpridas e ameaça tomar medidas para resolver a situação.
O que diz o áudio
“Deixa eu te falar, mano… quem que é o seu contato daquele dia que tivemos reunião? Manda… pode encaminhar esse áudio aí. Eu quero saber se ele… se a palavra deles vale alguma coisa ou não”, diz o ex-atleta, demonstrando impaciência com os ruídos contínuos.
Segundo fonte da coluna, o comentário se refere à obra de um imóvel vizinho, que segundo ele não respeitaria o combinado de reduzir o barulho.
O comentarista segue no áudio: “Porque o que foi passado para mim naquele dia foi que não teria mais barulho nessa merda aqui embaixo. Tá certo? E o que mais tem é barulho! O que mais tem é barulho! Então, como é que é o negócio agora? A palavra não vale? Porque se a palavra não vale, eu vou fazer uma merda aqui. Se a palavra não vale, eu vou usar das minhas artimanhas aqui, do que eu tenho aqui em mãos. Beleza?”
Reclamou do barulho
Ele ainda detalha o impacto do barulho sobre suas atividades: “Porque eu não posso é estar na minha sala agora em reunião e nego fazer uma caralhada de barulho de baixo para cima aqui batendo: tum-tum-tum-tum-tum-tum! Sabe? É uma barulhada do cacete, irmão! Aí vão falar o quê? Que agora é menos tempo de barulho? Que os caras fazem… 15 segundos de barulho… ó, aí, ó! Ó!”
Vídeo expõe conflito
O episódio reforça a tensão já registrada em vídeos anteriores da obra, que mostravam Felipe Melo discutindo com profissionais da construção sobre supostas irregularidades.
“Derrubei! Eu derrubei essa porr* aí! Vocês estão cometendo crime! É crime o que vocês estão fazendo!”, dizia ele em trecho das imagens, enquanto os trabalhadores tentavam se explicar:
“Mas precisava derrubar? Deixa eu te dizer… Ó o tanto de gente aqui, de prova, ó. Ó o tanto de prova.”
Segundo fonte da coluna, o clima deixou trabalhadores e a proprietária do imóvel assustados. “A dona do apartamento estava apavorada, com medo dele entrar. Os pedreiros não queriam mais trabalhar com receio do que poderia acontecer”, contou a fonte.
A coluna entrou em contato com Felipe Melo, que enviou nota através de sua assessoria jurídica.
Leia a nota da defesa na íntegra
“Felipe Melo e sua família vêm sofrendo, há quase dois anos, com uma obra irregular que ocorre no andar abaixo da unidade onde mora no condomínio Riserva Golf, um condomínio de alto padrão. O comentarista é proprietário da unidade 402, do bloco 04, e a unidade 302 está em obras desde 2024.
Desde o início, a obra vem emitindo ruídos acima do limite permitido em lei, causando grande transtorno à vida de Felipe e da família. Quando tudo começou, ele ainda jogava pelo Fluminense e, entre os dias de jogo dos campeonatos, mal conseguia descansar em sua própria casa. Mesmo diante de inúmeras reclamações feitas à administração do condomínio, nenhuma medida foi tomada para conter os danos causados pelo barulho.
Diante da inércia do condomínio e do proprietário da unidade, Felipe procurou assessoria jurídica para adotar as medidas cabíveis. Em agosto de 2025, foi ingressada uma ação judicial buscando a paralisação da obra até que fossem adotadas as medidas de isolamento acústico necessárias para adequar a obra à legislação municipal vigente. Ainda em agosto de 2025, o Juízo da 30ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro determinou a interrupção imediata da obra.
No entanto, o proprietário continuou com a obra e a emissão dos ruídos, desrespeitando o comando judicial. O filho de Felipe, David, que também é atleta, precisou deixar o imóvel, pois não conseguia descansar entre os jogos e treinos. Diante do descumprimento reiterado, o juiz majorou a multa anteriormente arbitrada na tentativa de cessar os ruídos, mas o proprietário continua a descumprir a determinação.
Ontem, em mais um episódio de desrespeito à justiça e às normas de convivência social, os funcionários da obra passaram a emitir ruídos em níveis extremamente altos. Felipe foi até o andar da unidade 302 para pedir a interrupção dos trabalhos, e então se iniciou um bate-boca entre ele e os funcionários.
Por fim, gostaríamos de esclarecer que a poluição sonora é crime ambiental, previsto no artigo 54, da lei 9.605/98.”





