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Fábia Oliveira

Ex de leiloeiro acusa casamento forjado em briga por R$ 250 milhões

Empresária, Elaine Lourenço Menezes diz que casamento de Rogério Menezes teve objetivo de prejudicar partilha e cita patrimônio milionário

25/06/2026 16:13, atualizado 25/06/2026 16:15
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Ex de leiloeiro acusa casamento forjado em briga por R$ 250 milhões

A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que o leiloeiro Rogério Menezes está no centro de uma disputa familiar e empresarial que vem se desdobrando na Justiça. O caso envolve acusações de um suposto casamento forjado, discussões sobre um patrimônio milionário e decisões judiciais que apontaram irregularidades em ações trabalhistas movidas contra uma empresa ligada à ex-companheira do empresário.

Em meio a um divórcio litigioso e uma disputa patrimonial milionária, Elaine Lourenço Menezes, ex de Rogério, afirma que a cerimônia entre o leiloeiro e sua atual, Juliana de Andrade, teria sido realizada para dar aparência de legalidade a uma relação iniciada durante o casamento e, principalmente, para prejudicar a partilha de bens ainda discutida na Justiça.

Segundo Elaine, ela e Rogério foram casados por seis anos e construíram juntos um patrimônio que hoje estaria no centro de dezenas de processos judiciais. Em entrevista exclusiva à coluna, a empresária não poupou críticas ao ex-companheiro.

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O leiloeiro Rogério Menezes se casou com Juliana de Andrade
O leiloeiro Rogério Menezes e a ex-esposa, Elaine Lourenço Menezes
Elaine Lourenço Menezes fez acusações contra o leiloeiro Rogério Menezes
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Elaine Lourenço Menezes fez acusações contra o leiloeiro Rogério Menezes

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O leiloeiro Rogério Menezes se casou com Juliana de Andrade
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O leiloeiro Rogério Menezes se casou com Juliana de Andrade

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O leiloeiro Rogério Menezes e a ex-esposa, Elaine Lourenço Menezes
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O leiloeiro Rogério Menezes e a ex-esposa, Elaine Lourenço Menezes

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“Rogério Menezes, leiloeiro oficial; Elaine Lourenço Menezes, eu, casados há 6 anos, construímos um verdadeiro império juntos. E, depois de uma traição de Rogério em fevereiro de 2025, nos separamos em abril. Eu sem saber de traição nenhuma. O relacionamento sempre foi de muita violência, de muita opressão. Se você me vê hoje e vê uma foto minha na época, você vê que parece que eu rejuvenesci 15, 20 anos”, disse.

Ela afirma que Rogério deixou a residência do casal para morar com Juliana de Andrade, apontada por ela como pivô da separação.

“Então, Rogério, um homem sempre muito grosseiro, desrespeitoso. Eu, administradora, contadora, empresária, dona da empresa de logística de leilões que operacionaliza o leilão que ele realiza, temos um patrimônio vultoso que está em discussão na Justiça. Um divórcio litigioso, ações empresariais… porque depois que ele se separou de mim, ele saiu de casa, foi morar com a amante, Juliana de Andrade. Essa que ele fez essa cerimônia fraudulenta aí no domingo. Forjando uma roupagem de legalidade para uma relação concubinária falsa e podre, porque o desenrolar disso é terrível”.

A empresária sustenta que o casamento realizado recentemente teve como objetivo influenciar questões patrimoniais ainda pendentes na Justiça. “Eles forjaram um casamento, uma cerimônia onde eles gastaram ali, no mínimo, 800 mil reais… E ele, casado comigo, faz uma cerimônia de casamento com a amante que me traiu, que roubou meus funcionários provadamente, em sentenças transitadas em julgado. Eles fizeram essa festa, usaram meu dinheiro, porque ainda somos casados em comunhão parcial de bens. Eles querem dar roupagem de que estão casados para lesar a minha partilha, para não me pagarem, para usarem meu dinheiro”.

Patrimônio milionário e dezenas de processos

Segundo Elaine, a disputa judicial entre as partes já ultrapassa 70 ações e envolve um patrimônio estimado em R$ 250 milhões.

“Nós já acumulamos mais de 70, 78 processos, dentre eles 45 ações trabalhistas onde ele promoveu um esbulho empresarial. Ele simplesmente usurpou o meu poder empresarial, né? Me expulsou do meu pátio, da minha empresa, do meu escritório, colocou a amante dele lá dentro para trabalhar no meu lugar, na minha mesa, na minha cadeira. E simplesmente burlou a partilha. Nós estamos aí dentro de todas essas ações discutindo um patrimônio estimado em 250 milhões de reais”.

Ela também acusa Rogério de ter incentivado ex-funcionários a ingressarem com ações trabalhistas contra sua empresa.

“E Rogério pega, casado comigo ainda, sem me pagar pensão compensatória, uso exclusivo dos meus bens, coloca a amante dele lá dentro, alicia os meus funcionários a entrarem com ações de rescisão indireta contra mim. Eu recebo aí uma chuva de ações trabalhistas. Eu e minha advogada, amiga querida, Dra. Josivânia Soares de Melo, incansável em todas as ações ao meu lado. Eu tô ganhando todas as sentenças, todas as decisões, várias transitadas em julgado, reconhecendo tudo o que eles fizeram”.

Decisões trabalhistas apontaram conluio

Além da disputa envolvendo o divórcio e a partilha de bens, a coluna descobriu que Rogério Menezes também aparece no centro de controvérsias envolvendo a Jem Logística para Leilões, empresa de propriedade de Elaine Lourenço.

Segundo documentos obtidos pela coluna, após a separação, o leiloeiro teria encerrado a parceria com a empresa e passado a operar por meio de outra estrutura ligada à atual companheira.

Posteriormente, a Jem Logística passou a ser alvo de diversas ações trabalhistas movidas por ex-funcionários. Em pelo menos duas dessas demandas, a Justiça concluiu que Rogério Menezes e Juliana Soares teriam orientado trabalhadores a ajuizar processos contra a empresa de Elaine.

As decisões judiciais apontam que a empresária teria sido vítima da atuação do ex-marido e da atual companheira, que teriam se apropriado do fundo de comércio da operação e direcionado à Jem Logística os passivos trabalhistas decorrentes da mudança.

“Juliana simplesmente roubou meus funcionários, pegou uma empresa que era da minha sogra, que tinha meia dúzia de funcionários, transferiu para o nome dela, pegou todos os meus funcionários e colocou nessa empresa, trocou o nome da empresa, usurpou todos os meus funcionários, os meus equipamentos, marketing, tecnologia, financeiro, comunicação, logística e organização de eventos, logística de acautelamento veicular… Eles pegaram tudo isso, me deixaram sem nada. Eu estou há 14 meses sem ver um centavo da minha empresa, que tem um faturamento bruto aí mensal de 2 milhões, 3 milhões/mês”, disse Elaine à coluna.

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