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Fábia Oliveira

Escritores processam Netflix e diretor famoso por plágio em filme

João Paulo de Carvalho e Lídia Bueno de Oliveira Ribeiro são os autores da ação; além da empresa, roteiristas também foram processados

Repórter de Fábia Oliveira24/01/2026 09:00, atualizado 24/01/2026 09:02
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Reprodução/Site Oficial Netflix
Imagem colorida da Logo Netflix - Metrópoles

A coluna Fábia Oliveira descobriu que uma dupla de escritores decidiu processar a Netflix e dois ilustres funcionários. João Paulo de Carvalho e Lídia Bueno de Oliveira Ribeiro são os responsáveis pela ação.

O que aconteceu

No processo, ao qual a coluna teve acesso com exclusividade, a dupla afirmou que a Netflix plagiou a obra literária Juilliard – A Arte do Amor, de sua autoria, no filme Depois do Universo, de 2022. A produção, protagonizada por Giulia Be, chegou a ser a mais vista no país dentro da plataforma.

Junto da empresa de streaming, Ana Carla Reber e Diego Henrique Dantas Freitas aparecem como réus. Ambos seriam roteiristas da produção. Diego, em especial, teria atuado como diretor, além de outros sucessos da casa, como o mais recente, Caramelo.

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Frame do trailler do filme Depois do Universo, de 2022
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Frame do trailler do filme Depois do Universo, de 2022

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Reprodução/Site Oficial Netflix

Acusações

Segundo os autores, o filme tem estrutura narrativa, personagens, sequências e reviravoltas dramáticas com alto grau de similaridade ao livro publicado. Eles apresentam à Justiça dezenas de elementos que evidenciariam a ocorrência de plágio estrutural.

Lídia e João Paulo citam declarações públicas do diretor que chamam de “duvidosas” e apresentam como supostamente reveladoras. Entre elas estariam falas sobre seu perfil criativo, seu gosto por literatura nacional e o momento em que o roteiro foi escrito.

Pedidos

Os autores pedem a declaração de plágio da obra e uma indenização mínima de R$ 100 mil. Os dois pretendem receber lucros cessantes, ou seja, um valor, a ser apurado, equivalente ao que receberiam em caso de licenciamento legítimo do livro.

Não suficiente, Lídia e Paulo pedem que os réus se retratem, divulgado a “verdadeira autoria” do filme em suas redes e na abertura do filme.

Tentativas anteriores

A ação dos autores foi movida em 2025 e ganhou força nas primeiras semanas deste ano, com a realização de citações e o respeito a prazos.

A história, no entanto, já foi objeto de outros processos. Lídia e João Paulo moveram duas ações desde 2023 somente contra a Netflix, mas que não avançaram por diferentes motivos.

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