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Fábia Oliveira

Digão, do Raimundos, ironiza morte de Juliana Marins e causa revolta

O artista compartilhou uma imagem de mochila de Juliana, que morreu no Monte Rinjani, na Indonésia, e a atacou

29/06/2025 14:18, atualizado 30/06/2025 12:05
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Reprodução/Instagram
Imagem colorida de Juliana Marins, cujo corpo foi retirado de vulcão na Indonésia após 4 dias - Metrópoles

Digão, da banda Raimundos, atacou Juliana Marins, brasileira que morreu após cair de uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. O artista compartilhou uma imagem de uma mochila da jovem, de 26 anos, que continha um adesivo escrito “Ele não” – usado em um movimento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018, e debochou da situação.

“Quando o mundo dá a volta, não adianta chorar e fingir surpresa… #ELESIM mandou o foda-se pra vocês”, escreveu Digão, referindo-se ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

A postagem causou revolta nas redes sociais. “O Digão dos Raimundos é um ser deplorável”, lamentou um internauta. “Bolsonarista Digão, da banda Raimundos, atacou Juliana Marins, vítima de um acidente fatal em um vulcão na Indonésia. Um verdadeiro canalha! Lixo humano!”, disparou outro. “Não há respeito sequer com a família que está num momento difícil. Digão deveria ganhar é um processo nas costas”, sugeriu um terceiro.

Confira o post original aqui.

Entenda o caso Juliana Marins

Juliana Marins, de 26 anos, deslizou por uma vala enquanto fazia a trilha do vulcão Rinjani, em Lombok. Ela viajou para fazer um mochilão pela Ásia e estava na trilha com outros turistas, que contrataram uma empresa de viagens da Indonésia para o passeio.

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Após escorregar no caminho, ela só parou a uma distância de 300 metros de onde o grupo estava. A jovem estava desde o último sábado (21/6) à espera de resgate – as equipes de socorro só conseguiram localizá-la quatro dias depois. Anteriormente, foi divulgado que Juliana teria recebido socorro, porém a informação acabou desmentida pela família.

Na última segunda-feira (23/6), Juliana Marins foi vista por um drone com sensor térmico. Ela estava imóvel. A Agência Nacional de Busca e Salvamento da Indonésia (Basarnas) informou que a brasileira estava a cerca de 500 metros do ponto que caiu. Na terça (24/6), as buscas continuaram e, então, a triste notícia do falecimento foi confirmada pela família. O corpo só foi resgatado nesta quarta (25/6).

“Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar até o local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido”, escreveu a família na rede social Instagram, por meio do perfil Resgate Juliana Marins.

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