
Fábia OliveiraColunas

Irmã de Juliana Marins sobre autópsia: “Ficamos sabendo pela mídia”
Segundo ela, nenhuma informação oficial foi repassada pelas autoridades locais antes da coletiva de imprensa do legista
atualizado
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Mariana Marins, irmã de Juliana Marins, revelou que a família da jovem que morreu após uma queda no Monte Rinjani, na Indonésia, soube dos detalhes da autópsia pela imprensa. Segundo ela, nenhuma informação oficial foi repassada pelas autoridades locais antes da coletiva de imprensa do legista.
“Tudo o que eu sei, vi pela mídia. Em momento algum houve compaixão ou respeito suficiente para nos reunir e informar primeiro. Ficamos sabendo depois porque o legista quis seus 15 minutos de fama, mais um absurdo no meio de toda essa história”, disse ao O Globo.
Ela continuou: “Eu estou no Brasil, mas meu pai está em Bali. Ele me contou que agora, depois de todo mundo já ter tomado conhecimento da autópsia pela imprensa, talvez façam uma reunião com a família. É noite lá”.
Dúvidas sobre a autópsia
Mariana Marins ainda questionou a cronologia apresentada pelo legista.
“Se o legista disser que a morte foi 12 horas após a primeira queda, isso é mentira. Temos relatos de turistas, registros, vídeos… muita coisa que comprova que a Juliana ficou viva por muito mais tempo. O ferimento fatal pode ter acontecido na última queda, já perto do resgate. Agora, se ele confirmar que foi entre 12 e 24 horas antes do resgate, isso muda tudo, diz muita coisa”, disse ela.
Causa da morte
A causa da morte de Juliana Marins foi revelada, após o corpo da jovem brasileira passar por autópsia em uma unidade de saúde da Indonésia, na noite de quinta-feira (26/6). O médico legista Ida Bagus Putu Alit, em entrevista coletiva, deu detalhes sobre o caso e descartou que ela tenha sobrevivido longas horas.
“Os ferimentos mais graves estavam no tórax, especialmente na parte de trás do corpo, onde o impacto comprometeu órgãos internos ligados à respiração”, declarou ele.
Segundo o especialista, a publicitária também teve escoriações generalizadas nas costas e nos membros superiores e inferiores, além de ferimentos na região da cabeça.
Ainda durante a conversa com a imprensa, Ida Bagus Putu Alit relatou que a jovem brasileira faleceu nos primeiros minutos após a queda, não havendo indícios de que tenha sobrevivido por um longo período.
“Estimamos que, no máximo, 20 minutos depois do trauma, ela já não apresentava mais sinais vitais. Não há sinais de hipotermia ou sofrimento prolongado após a lesão. A causa direta da morte foi o impacto e a quantidade de sangue acumulado dentro da cavidade torácica”, detalhou.
E completou: “Não havia os sinais clássicos de hipotermia, como necrose nas extremidades ou coloração escura nos dedos. Isso nos permite afirmar com segurança que a hipotermia não foi a causa”, observou.
O corpo de Juliana Marins passou por autópsia no Hospital Bali Mandara, na ilha de Bali, ainda na noite de quinta-feira (26/6). O legista ainda apontou outro detalhe que dispensa a motivação traumática:
“Observamos, por exemplo, um ferimento na cabeça, mas sem sinais de hérnia cerebral — uma condição que costuma se desenvolver após várias horas ou dias do trauma. O mesmo se aplica ao tórax e ao abdômen: houve sangramento intenso, mas nenhum sinal de retração nos órgãos que indicasse hemorragia lenta. Esses elementos reforçam que a morte aconteceu logo após os ferimentos”, determinou.





















