Demitido por ofensa racista contra ex-BBB21 perde ação trabalhista. Vídeo
Um ex-funcionário processou a Seara, então patrocinadora do reality, após ser dispensado por fazer um comentário sobre o cabelo de João Luiz

Um comentário sobre o cabelo de João Luiz Pedrosa nas redes sociais na época do BBB21, que causou a demissão de um funcionário da Seara, então patrocinadora do reality show da TV Globo, e foi parar na Justiça ganhou um novo capítulo recentemente.
Após ser dispensado, o homem abriu uma ação trabalhista e justificou que a empresa o expôs de maneira indevida, o que teria lhe causado transtorno misto ansioso e depressivo comprovado por laudo médico.
O processo
No decorrer do processo, a 4ª Vara do Trabalho de Brasília e o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO) condenaram a companhia a pagar indenização de R$ 100 mil ao ex-funcionário. A decisão, porém, foi revertida no TST.
Recentemente, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho absolveu a empresa de pagar R$ 100 mil de indenização. Segundo o colegiado, a repercussão negativa do caso decorreu da manifestação do próprio empregado, e não da conduta da empresa.
Entenda o caso
João Luiz Pedrosa participou da 21ª edição do BBB21 e sofreu racismo durante sua passagem a casa mais vigiada do Brasil. O participante do grupo Camarote Rodolffo fez um comentário racista sobre os cabelos do professor, ao comparar o penteado do brother ao homem das cavernas nas fantasias de um dos castigos do monstro do programa.
“Muita gente aqui pode não saber, mas aconteceu uma situação no quarto cordel que estava eu, Caio, Rodolffo e Juliette, e eu tô dizendo isso aqui agora porque pra mim, é um momento de muita coragem, de poder estar falando isso aqui agora”, afirmou ele, na época, antes de completar:
“Rodolffo chegou a fazer uma piada comparando a peruca do monstro da pré-história com o meu cabelo. Então, isso pra mim tocou num ponto muito específico. O jogo pode ser sim coisas que a gente vive aqui dentro, mas tem que ser um jogo de respeito”, afirmou.
O comentário do funcionário
Na época da confusão na casa, o veterinário, que se identificava em seu perfil como empregado da Seara no Distrito Federal, usou o X, antigo Twitter, para comentar o caso.
“Vai à m… parece mesmo”, escreveu ele na noite do dia 6 de abril daquele ano. A declaração gerou uma onda de revolta entre os usuários, que consideraram a fala racista e começaram a exigir um posicionamento da empresa.
No dia seguinte, a patrocinadora do programa demitiu o funcionário sem justa causa. Em seguida, a Seara divulgou nas redes sociais e para a imprensa uma nota sobre a decisão que tomou, sem mencionar o nome do empregado.

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