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Veterinária alerta para riscos da dirofilariose, doença fatal aos pets

Veterinária Paula Castro explica os perigos do “verme do coração” e orienta sobre prevenção em cães e gatos, especialmente em viagens

atualizado

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foto colorida cachorro na veterinária com dirofilariose
1 de 1 foto colorida cachorro na veterinária com dirofilariose - Foto: LWA/Getty Images

Durante o Setembro Vermelho, campanha voltada à saúde cardiovascular, um alerta importante também se estende aos animais de companhia. A dirofilariose, popularmente conhecida como “verme do coração”, é uma doença grave que pode afetar cães, gatos e até humanos. Transmitida por picadas de mosquitos, ela é silenciosa e, quando não diagnosticada precocemente, pode levar à morte.

A veterinária Paulo Castro, da FMU, responsável técnica pela clínica de cães e gatos da instituição, detalhou ao Metrópoles os principais riscos, sintomas e formas de prevenção.

“A doença é causada por um parasita chamado Dirofilaria immitis, transmitido por mosquitos hematófagos, como o Culex e o Aedes aegypti“, explica Paula.

“Os vermes adultos se alojam no coração e vasos sanguíneos do animal, podendo causar insuficiência cardíaca, trombose e alterações pulmonares.” Os cães são mais suscetíveis, mas gatos também podem ser afetados, mesmo que o ciclo do parasita nem sempre se complete neles. “E os sintomas, quando aparecem, pode ser graves nos felinos também”, alerta.

Imagem mostra mosquito aedes aegypti, que transmite várias doenças, como a dengue, em uma superfície marrom - Metrópoles - zika, sengue
Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue e da zika, é o principal vetor da febre amarela

Sintomas e diagnóstico: quando suspeitar da doença

A dirofilariose pode se desenvolver sem sinais aparentes. Com o tempo, o animal pode apresentar:

  • Tosse persistente;
  • Cansaço fácil ou intolerância ao exercício;
  • Dificuldade para respirar;
  • Desmaios;
  • Perda de peso.

“Todo paciente que apresenta esses sintomas deve ser testado para dirofilariose”, destaca Paula. O diagnóstico pode ser feito por testes rápidos, exames moleculares como PCR e pela visualização das formas jovens do parasita, as microfilárias, no microscópio, a partir de uma amostra de sangue.

Ela reforça ainda a importância de testar animais que viajaram para áreas endêmicas, como o litoral de São Paulo. “Mesmo que o pet não apresente sintomas, o risco é real. Nessas regiões, o mosquito transmissor está presente com frequência”, afirma.

foto colorida gato branco com gripe
Os gatos também podem ser afetados, mesmo que o ciclo do parasita nem sempre se complete neles

Tratamento e prevenção: foco em eliminar as formas jovens

Segundo a especialista, o tratamento da dirofilariose no Brasil é feito com antiparasitários eficazes contra as formas jovens e larvais da Dirofilaria. “Infelizmente, o antiparasitário que elimina os vermes adultos não está disponível no país. Por isso, o tratamento é combinado com antibióticos, que atacam uma bactéria essencial à sobrevivência do parasita. Isso enfraquece o verme e facilita o combate”, explica a veterinária.

Segundo ela, a prevenção continua sendo a melhor estratégia. “Existem medicamentos preventivos que não impedem a infecção, mas eliminam o parasita antes que ele chegue à fase adulta. Isso evita os danos ao organismo do animal.”

Coleiras repelentes também são recomendadas como forma de reduzir o risco de picada de mosquito, especialmente em áreas de maior incidência.

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Viagens e cuidados extras com a saúde do pet

Para tutores que costumam viajar com seus pets, especialmente para o litoral e regiões mais quentes e úmidas, o alerta é claro: antes de viajar, previna; depois de voltar, teste. “Os animais precisam estar protegidos. É uma doença que, uma vez instalada, é difícil de tratar completamente, e que pode trazer consequências irreversíveis.”

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