
É o bicho!Colunas

Agosto Verde: saiba como prevenir a leishmaniose em cães e humanos
Doença grave nos pets e transmissível a pessoas exige prevenção com vacinas, repelentes e ambientes limpos
atualizado
Compartilhar notícia

Em pleno Agosto Verde, mês dedicado ao combate à leishmaniose, é fundamental reforçar os cuidados com a saúde dos cães e, consequentemente, dos humanos. A médica-veterinária Juliana Stephani alerta que a leishmaniose é uma zoonose— ou seja, pode ser transmitida dos animais para as pessoas — e representa alto risco de morte, especialmente na sua forma visceral.
“A doença é causada por um protozoário do gênero Leishmania. Um cão infectado pode ser fonte de proliferação da doença para outros cães e humanos”, explica Juliana.
Segundo a especialista, entre os sintomas mais comuns nos animais estão:
- Apatia, perda de apetite e emagrecimento
- Feridas na pele (principalmente ao redor dos olhos, focinho, orelhas, articulações e cauda)
- Crescimento exagerado das unhas
- Descamação da pele e queda de pelos
- Conjuntivite e inflamação nas pálpebras
- Febre, diarreia com sangue e problemas respiratórios em casos mais avançados

A transmissão ocorre por meio da picada do mosquito-palha infectado. Portanto, de acordo com a veterinária, a prevenção diária é essencial:
- Manter os ambientes sempre limpos, evitando acúmulo de folhas, troncos, frutas podres e outros resíduos orgânicos
- Aplicar repelentes nos cães e utilizar difusores com inseticidas nos locais onde eles ficam
- Colocar telas nas janelas e manter os animais em ambientes protegidos nos horários de maior atividade do mosquito (fim da tarde e noite)
- Vacinar cães saudáveis a partir dos seis meses de idade
A vacina contra leishmaniose está disponível e é indicada somente para animais que ainda não foram infectados. “A imunização é mais uma camada de proteção importante, principalmente em regiões com maior incidência da doença”, explica a veterinária.
Durante o Agosto Verde, os tutores devem intensificar os cuidados. “Manter o pet sempre com repelente e o ambiente protegido, o máximo de vezes por dia que puder, é essencial”, reforça Juliana Stephani.










