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Um em cada 4 cães desenvolverá câncer ao longo da vida. Como tratar?
Cada vez mais comum entre os pets, o câncer pode atingir pelo menos 1 em cada 4 cães ao longo da vida. Veterinária alerta sobre diagnóstico
atualizado
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O aumento nos casos de câncer em pets tem preocupado os tutores. Segundo a Associação Americana de Medicina Veterinária, cerca de 1 em cada 4 cães desenvolverá algum tipo de tumor ao longo da vida — proporção que atinge 50% para os idosos. Embora a doença assuste as famílias, o avanço da tecnologia tem permitido diagnósticos mais rápidos, terapias modernas e protocolos eficazes.
O tratamento
A veterinária Karen Batschinski destaca que o sucesso do tratamento oncológico em pets está na forma como se organiza o cuidado. “Quando os recursos disponíveis são aplicados por uma equipe multidisciplinar que considera cada paciente individualmente, os resultados clínicos tendem a ser mais consistentes.”
Apesar de a quimioterapia ser o tratamento mais convencional, existem outras abordagens igualmente importantes. Entre elas, imunoterapia, terapias-alvo e eletroquimioterapia, “técnica que utiliza pulsos elétricos para aumentar a absorção do medicamento pelas células tumorais”, explica a especialista.
Um dos principais avanços é o uso da capela, uma cabine de segurança biológica, para preparar quimioterápicos. O equipamento cria um ambiente controlado com fluxo de ar unidirecional e filtros HEPA, retendo partículas tóxicas — o que garante esterilidade dos medicamentos, protege os pacientes contra erros de dosagem e resguarda a saúde da equipe médica.

Detalhes importam
Acerca do diagnóstico, Karen ressalta que é necessário um estudo aprofundado da condições física do animal, que vai desde exames laboratoriais e de imagem até análises histopatológicas.
“Um resultado bem estruturado acarreta escolhas terapêuticas mais precisas e que evitam intervenções desnecessárias”, afirma a profissional do Veros Hospital Veterinário.
Por último, ela afirma que isso também serve para o ambiente cirúrgico. Em procedimentos oncológicos complexos, é importante que haja a possibilidade de realizar exames durante a cirurgia. “Permite ajustes imediatos na conduta, como decisões sobre a extensão da intervenção. Esse suporte assegura decisões mais assertivas e menores chances de recidiva”, conclui.









