Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
É o bicho!

Tem um gato em casa? Veterinária ensina como "decifrar" hábitos do pet

É importante saber interpretar sinais de dor, estresse e hábitos da rotina de cada gato para promover o bem-estar do seu pet

06/08/2026 02:00
Magnific
Foto colorida de gato escondido em sacola

A interpretação da linguagem corporal de cada gato exige atenção dos tutores a sinais sutis do dia a dia. Mudanças na postura, como orelhas achatadas, pupilas dilatadas e alterações no miado, indicam desconforto, dor ou estresse. A veterinária, Sheila Taíza explica como entender as expressões dos animais e por que isso é essencial para descobrir problemas antes que eles se tornem graves. 

Entenda

  • Orelhas achatadas, pupilas dilatadas, “tique” na cauda e isolamento demonstram que o gato pode estar com desconforto ou dor.
  • Cauda levantada significa confiança, enquanto a cauda baixa, arrepiada ou balançando rápido mostra medo ou irritação.
  • Mordidas durante o momento de carinho podem significar sinais de hiperestimulação; pare o afeto ao notar tensão corporal e orelhas de lado, por exemplo. 
  • Parar de usar a areia pode indicar dores no trato urinário ou problemas no local e na higiene da caixa.
Orelhas viradas para trás, pupilas dilatadas e cauda arrepiada são avisos claros de que o gato está estressado, assustado ou sentindo dor

Os sinais corporais e a comunicação verbal do gato

Os gatos comunicam seus sentimentos por meio de um conjunto de expressões físicas. Orelhas viradas para frente indicam tranquilidade, enquanto orelhas lateralizadas ou completamente achatadas para trás sinalizam insegurança, medo ou dor.

A cauda levantada e a ponta curvada deixam claro que há confiança, mas movimentos rápidos ou cauda arrepiada revelam irritação ou defesa. Os miados também variam dependendo do contexto. Enquanto miados curtos soam como cumprimentos, os sons persistentes ou graves indicam fome, dor ou estresse.

A veterinária explica que “a linguagem corporal dos gatos é composta pelo conjunto de sinais, e não por um único movimento”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Gato preto
Hábitos como “amassar pãozinho” e se esfregar indicam conforto. Por outro lado, recebr mordidas ao fazer carinho sinalizam que o gato atingiu o limite de estímulo

O significado dos hábitos diários e a relação do gato com o tutor

Comportamentos como “amassar pãozinho”, arranhar superfícies e se esfregar nos móveis são respostas naturais ligadas ao bem-estar. Esfregar o rosto deposita feromônios para marcar locais seguros, enquanto arranhar ajuda a alongar a musculatura e a manter as unhas saudáveis.

Reações como mordidas durante o momento de carinho raramente ocorrem sem aviso. Essas alterações de comportamento costumam ser causadas por intolerância ao toque ou hiperestimulação, antecedidas por sinais como contração da pele do dorso e inquietação da cauda, exigindo que o tutor pare com o afeto.

O abandono da caixa de areia, por sua vez, pode ter origem comportamental ou médica, como infecções urinárias e dores articulares. A veterinária reforça o respeito ao tempo do animal ao dizer que “a adaptação deve ser sempre gradual”.

Tem um gato em casa? Veterinária ensina como “decifrar” hábitos do pet - destaque galeria
4 imagens
As fitas chamam a atenção dos felinos
Os bichanos podem viver em harmonia
Oferecer brinquedos interativos deixa o pet entretido
Os gatos são bastante territorialistas
1 de 4

Os gatos são bastante territorialistas

Getty Images
As fitas chamam a atenção dos felinos
2 de 4

As fitas chamam a atenção dos felinos

Getty Images
Os bichanos podem viver em harmonia
3 de 4

Os bichanos podem viver em harmonia

Getty Images
Oferecer brinquedos interativos deixa o pet entretido
4 de 4

Oferecer brinquedos interativos deixa o pet entretido

Getty Images

Adaptação do ambiente e convivência entre mais de um gato

Ainda conforme a expert, é possível dizer que há harmonia na convivência entre gatos quando eles dormem juntos e praticam a lambida mútua. Animais que apenas se toleram evitam contato, mantêm distância e bloqueiam a passagem um do outro, gerando conflitos silenciosos na casa.

Para garantir um espaço estimulante e reduzir o estresse, o tutor deve oferecer locais altos, caixas de areia em número suficiente e brinquedos que simulem a caça. A introdução de novos animais deve ser feita com separação inicial e troca gradual de cheiros.

Gatos entediados tendem a dormir demais ou destruir objetos, enquanto alterações causadas por doenças vêm acompanhadas de apatia e perda de peso.

Por fim, a professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) Sheila Taíza enfatiza que “mudanças de comportamento são, muitas vezes, o primeiro sinal de doença em gatos”. Havendo qualquer sinal estranho, procure um médico especialista.