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Seu cachorro precisa de adestramento? Saiba como treiná-lo em casa
Profissional dá dicas práticas de adestramento para os tutores que querem treinar e ensinar comandos básicos para os cachorros em casa
atualizado
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Muitos “pais” de pet encaram dificuldades ao se deparar com a energia inesgotável de um filhote de cachorro. Móveis roídos, lixeiras reviradas, sapatos e roupas rasgadas são cenários bastante comuns. Para lidar com isso, alguns acabam contando com a ajuda de adestramento profissional.
No entanto, esse não é um serviço acessível para todos os tutores. Contratar um profissional de confiança e que entregue resultados efetivos pode exigir um valor alto. Mas o que muita gente não sabe é que, com paciência e esforço, é possível ensinar os cães de forma barata dentro da própria casa.
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Gabriela Martins, adestradora comportamental, afirma que existem alguns comandos básicos que podem ser ensinados em casa. Alguns deles são: sentar, deitar, ficar, ir quando chamado e não fazer algo. “São comandos simples, mas que já ajudam muito na convivência, no controle do comportamento e na segurança do cachorro.”
Como fazer uma sessão de treino
Gabriela explica que prioriza sessões de adestramento curtas, que duram de 10 a 30 minutos e com uma frequência de duas ou três vezes por dia. Para os treinos, os tutores devem usufruir de objetos que reforcem estímulos positivos no cachorro. “Petiscos, ração, alimentos que o cachorro gosta, carinho ou brinquedo como recompensa.”
Segundo a adestradora, outra dica fundamental que ela aplica é sempre terminar o treino em um momento positivo, ainda que o animal não tenha feito tudo da maneira correta. Ela acrescenta que é importante se atentar ao sinais de que o cão está realmente aprendendo e não só reagindo aos petiscos.

“Quando ele começa a obedecer mesmo com menos petisco, em ambientes diferentes e responde mais rápido aos comandos, eu sei que está aprendendo de verdade. Se ele só obedece quando vê comida, ainda está na fase inicial”, explica.
Erros mais comuns
A profissional comenta que percebe alguns erros no adestramento feito pelos próprios tutores. “Treinar por muito tempo, perder a paciência, ser inconsistente e trocar o nome dos comandos, recompensar na hora errada e não respeitar o tempo do cachorro.” Ela ainda deixa um alerta: grito e punição só atrapalham.
Mesmo nos casos em que o animal não evolui nos treinos ou até apresenta regressão de comportamento, ainda há o que ser feito. De acordo com experiências próprias, Gabriela recomenda “dar um passo atrás”, deixar mais fácil e reforçar os acertos.

Sinais de estresse, cansaço e energia acumulada também podem influenciar. Além disso, é preciso ter conhecimento que o problema pode não estar, necessariamente, no animal, mas no dono. “Reviso se eu não estou sendo confusa ou incoerente nos comandos”, diz a profissional.
Outra questão que os tutores precisam ficar atentos é que o adestramento em casa pode não ser saudável para todos os cachorros. Por isso, devem respeitar a hora de parar e procurar um profissional que dê continuidade. “Quando envolve agressividade, medo extremo, ansiedade de separação, ataques ou comportamentos muito intensos”, orienta.










