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É o bicho!

Homem de 71 anos cuida de 150 ovelhas em montanhas a 4 mil metros

Juanito recusa a vida na cidade e vive no páramo com a família, em casas de barro e palha, mantendo a tradição do pastoreio indígena

17/09/2026 09:10
Ecuador Y Sus Paisajes Oficial / Reprodução / Youtube
Homem de 71 anos cuida de 150 ovelhas em montanhas a 4 mil metros

Juanito, de 71 anos, mantém a rotina diária de cuidar de 150 ovelhas a 4 mil metros de altitude no páramo equatoriano. Descendente do povo indígena Panzaleo, ele mora em construções simples de barro e palha com seus filhos e netos.

O idoso escolheu permanecer nas montanhas para manter as tradições herdadas dos pais e viver com uma tranquilidade que não encontraria na cidade. 

Idoso que mora na montanha
Juanito não troca sua vida nas montanhas pela correria da cidade

O estilo de vida simples se baseia no cultivo de mantimentos, no pastoreio diário e na recusa em trocar a tranquilidade rural pelas zonas urbanas.

Descendente de gerações que habitaram a mesma região, Juanito afirma que sua família nunca quis ir embora por ter nascido no local. Na rotina está inclusa a criação de animais, a alimentação com produtos naturais e o deslocamento ao povoado mais próximo para vender mercadorias e comprar suprimentos.

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Juanito afirma que quer manter viva a tradição dos antepassados

Rotina, cultura e moradia de Juanito

Para enfrentar as baixas temperaturas, a família mora em casas feitas de barro e palha, mantendo a lenha acesa para aquecer a moradia. Durante as noites, os moradores dormem em colchões de palha cobertos por várias camadas de cobertores.

A sobrevivência é garantida por meio do próprio solo e da criação de animais, sem significar um isolamento total. 

Idoso que mora na montanha
As caminhadas de pastoreio costumam durar 40 minutos

Para o idoso, a vida no páramo representa a manutenção de um conhecimento ancestral passado de pais para filhos entre os descendentes da cultura Panzaleo. A decisão de permanecer no local é motivada pelo desejo de trabalhar em paz e longe dos centros urbanos