
É o bicho!Colunas

Cuidado! Vacinação atrasada deixa gatos vulneráveis a doenças graves
Embora negligenciada por alguns tutores, manter a vacinação em dia é essencial para a saúde dos gatos. Veterinária alerta riscos
atualizado
Compartilhar notícia

A ideia de que gatos precisam de vacina apenas contra a raiva ainda faz parte da rotina de muitos tutores. O problema é que essa percepção pode colocar a saúde dos felinos em risco. Com atrasos no calendário de vacinação ou abandono das doses de reforço, doenças infecciosas seguem circulando e atingindo animais que poderiam estar protegidos.
Entre os quadros mais preocupantes estão enfermidades respiratórias e virais altamente contagiosas, algumas com potencial fatal. Mesmo gatos que vivem exclusivamente dentro de casa não estão totalmente livres da exposição.
Entenda sobre as vacinas
De acordo com a veterinária Vanessa Barreto, os casos relacionados à falta de imunização continuam aparecendo com frequência. “Muitas doenças preveníveis por vacina ainda são bastante comuns na rotina clínica, principalmente quando há atraso no calendário vacinal ou interrupção das doses de reforço”, explica.
A principal forma de proteção é a vacina múltipla felina, aplicada em versões conhecidas como V3, v4 E v5. Considerada essencial para todos os gatos, a V3 atua na prevenção da rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia felina — doenças que afetam principalmente o sistema respiratório e imunológico.
Já a V4 acrescenta proteção contra a clamidiose felina, sendo frequentemente indicada para animais que convivem com outros gatos ou têm acesso à rua. A V5, por sua vez, inclui cobertura contra a FeLV, conhecida como leucemia viral felina, uma doença incurável que compromete as defesas do organismo e pode reduzir drasticamente a expectativa de vida do animal.

Antes da aplicação da V5, no entanto, é necessário realizar o teste para FeLV, já que o protocolo exige a confirmação do estado de saúde do gato.
Detalhes importantes sobre a vacinação
Segundo a veterinária, um dos erros mais comuns ainda é acreditar que ambientes internos eliminam completamente os riscos de contaminação. “Mesmo sem acesso à rua, eles continuam expostos a riscos indiretos, inclusive por contato com objetos, roupas ou sapatos”, alerta.
“Cada gato tem um estilo de vida, nível de exposição e necessidades específicas. Por isso, a individualização do protocolo vacinal é fundamental para garantir proteção adequada e segurança”, ressalta a profissional da CatLife.

Além das vacinas, o acompanhamento veterinário regular também faz parte da prevenção. Consultas periódicas ajudam a detectar alterações precocemente e permitem um monitoramento mais eficiente da saúde dos felinos ao longo da vida.
Por último, ela salienta a importância de procurar clínicas de confiança para aplicação das vacinas, garantindo armazenamento correto e segurança no procedimento.







