É o bicho!

Alergia a gato e cachorro: como conviver bem com o pet, segundo expert

Para muitos tutores, mesmo com alergia, é difícil abrir mãos dos pets. Médica revela que atitude nem sempre é necessária e estratégias

atualizado

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Magnific
Foto colorida de rapaz com alergia ao pet e o afastando
1 de 1 Foto colorida de rapaz com alergia ao pet e o afastando - Foto: Magnific

Muitos amantes de animais vivem um dilema comum: conviver com alergias sem abrir mão da companhia dos pets. Embora os sintomas possam causar desconforto, a verdade é que, em casos leves, é possível reduzir as crises e manter uma convivência saudável com cães e gatos por meio de cuidados contínuos.

Há solução!

A alergista Brianna Nicoletti explica que o controle da alergia depende de um conjunto de estratégias no dia a dia.

Entre as principais recomendações estão evitar que o animal durma no quarto da pessoa alérgica, manter ambientes ventilados, reduzir acúmulo de poeira em carpetes e cortinas, aspirar móveis e tapetes e higienizar o pet regularmente.

Aspire os móveis da casa

Ela também destaca que a imunoterapia alérgeno-específica, conhecida popularmente como “vacina para alergia“, pode ser considerada em alguns casos, principalmente quando há sensibilização comprovada aos alérgenos dos animais.

O que causa o problema?

Ao contrário do que muita gente acredita, o problema nem sempre está relacionado aos pelos. Segundo Brianna, os principais responsáveis são proteínas presentes na saliva, urina, secreções da pele e glândulas sebáceas dos animais. “Essas proteínas microscópicas se espalham pelo ambiente e aderem em móveis e roupas.”

gato se esfregando
Nem sempre o problema é o pelo

Por isso, retirar o animal de casa por alguns dias geralmente não resolve a situação rapidamente. “Os alérgenos permanecem no ambiente por bastante tempo”, salienta. Ela reforça ainda a importância do tratamento adequado em pessoas com rinite, asma, dermatite e outras condições alérgicas.

A médica também desmistifica a ideia de pets totalmente hipoalergênicos. Embora algumas raças possam liberar menos partículas alergênicas, nenhuma é completamente livre de riscos para pessoas sensíveis.

Os sintomas

Os sintomas da alergia podem variar de pessoa para pessoa e tendem a ser mais frequentes em quem já possui condições como dermatite atópica, rinite, asma e urticária.

Foto colorida de mulher se coçando
Fique atento aos sintomas

Confira os sintomas mais comuns:

  • Coceira intensa, vermelhidão e pequenas bolinhas pelo corpo;
  • Irritação e sensação de pele ressecada;
  • Piora de dermatites;
  • Placas avermelhadas logo após o contato e crises de urticária;
  • Em crianças, piora de eczema e coceira no rosto, pescoço e dobras;
  • Em adultos, sintomas respiratórios, como espirros, nariz entupido, tosse e olhos irritados.

“Às vezes, pode haver irritação mecânica, sensibilidade a produtos usados no animal, fungos, ácaros presentes na pelagem ou até infecções cutâneas. Por isso, o diagnóstico ideal deve ser feito por avaliação médica especializada“, ressalta Brianna sobre o fato de que nem toda reação após contato com pets é, de fato, uma alergia.

Foto colorida de cão buldogue lambendo rosto de tutora
Nem sempre a separação é necessária

Não é uma sentença

Apesar dos desafios, a alergista afirma que, com acompanhamento médico e as estratégias corretas, muitas pessoas conseguem conviver normalmente com seus animais de estimação.

Em contrapartida, pacientes com asma mal controlada, crises respiratórias frequentes, falta de ar intensa ou reações severas devem evitar a exposição.

Por fim, a especialista destaca que o vínculo emocional com o pet também deve ser levado em consideração antes de decisões mais drásticas. “Antes de indicar afastamento definitivo, é importante confirmar se realmente existe sensibilização ao animal e avaliar outros fatores ambientais associados, como ácaros, mofo e poluição”, conclui.

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