Convívio com peixe, coelho e outros pets ajuda na saúde mental de crianças
Segundo um estudo realizado na Espanha, conviver com pets menos convencionais, como coelhos, peixes e tartarugas, auxilia os pequenos

Um estudo espanhol revelou que o convívio com pets menos convencionais, como coelhos, hamsters, peixes e tartarugas, ajuda na saúde mental de crianças. Para chegar à essa conclusão, a pesquisa do projeto Infancia y Medio Ambiente (INMA) avaliou dados de 1.893 famílias espanholas a partir do início dos anos 2000 até este ano.
Foram coletadas informações sobre a presença de animais em casa e realizados testes para analisar as emoções das crianças. O questionário aplicado às mães avaliou diretamente os sintomas emocionais infantis, focando em comportamentos como preocupação, medo, nervosismo e sentimento de tristeza.

Pequenos que tiveram coelhos e peixes em casa, por exemplo, apresentaram pontuações mais baixas e menores riscos de problemas emocionais ao chegarem na idade escolar.
Cães e os pássaros, por sua vez, não demonstraram afetar significativamente a mente e hábitos dos menores. A convivência com essas duas espécies apresentou um impacto neutro nos dados comportamentais coletados na Espanha.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e EstiloComo o estudo foi realizado
O estudo foi dividido em duas categorias: os problemas internalizantes, ligados à depressão e à ansiedade; e os externalizantes, que incluem hiperatividade e quebra de regras sociais.
Ao cruzar os resultados de comportamento com as fases em que as famílias adotaram seus pets, os cientistas notaram que enquanto tartarugas e hamsters auxiliaram os pequenos, os gatos se destacaram negativamente.
O impacto dos gatos na infância
Segundo os pesquisadores, a relação emocional exigida por essa espécie é diferente do contato com outros pets. O estudo detalhou que os gatos “são menos afetuosos e exibem apego esquivo”.
Os dados levantados pelo estudo, por sua vez, não comprovam que os gatos foram os responsáveis diretos pelas dificuldades comportamentais observadas. Os autores reconhecem que condições mentais adversas já poderiam existir nas crianças ou na dinâmica familiar muito antes de o animal de estimação entrar na casa.
















